Álvaro Pacheco: "Europa? Será uma questão de tempo"

Álvaro Pacheco: "Europa? Será uma questão de tempo"

Treinador do Vizela diz que atende sempre o telefone, mas não para pensar noutros projetos, porque está bem no clube e na cidade e garante que "o melhor está para vir"

Na reunião que o Vizela promoveu esta quinta-feira com os jornalistas, Álvaro Pacheco revelou, entre outras coisas, que não tem dúvidas que o clube terá condições para atingir as competições europeias dentro de algum tempo.

Objetivo da época
"Depois de conquistarmos a permanência saiu um peso tremendo das nossas costas. Sabíamos que era fundamental e importante, não só para o clube, mas também para o concelho e para a cidade permanecer na I Liga. Estamos a fazer uma reflexão do que foi a época, vai deixar-nos muito mais fortes para a próxima época."

Campanha mais tranquila na próxima temporada?
"O objetivo da próxima época passa por ter menos sobressaltos. Era importante neste primeiro ano, depois de muitos anos sem estar na I Liga, manter, no próximo ano consolidar e melhorar. Isto também tem que ver com a ambição deste clube, ano após ano fazer uma reflexão do que foi a época finda e saber de que forma poderemos crescer, para olhar par as equipas de cima e aproximar das equipas de topo."

Europa?
"Nunca falei com o presidente sobre isso, mas posso dizer que não tenho dúvidas que será uma questão de tempo. Olho para o projeto do Vizela, as pessoas que lideram o clube, as suas ambições, sabem que caminho devem percorrer. Vai demorar, não será de um dia para o outro, mas não tenho dúvidas que vai chegar a esse ponto."

Forma de jogar da equipa
"Nunca iremos mudar os nossos processos. É a nossa essência. Gosto de olhar para cada desafio e perceber que andes de os realizar que há 50 por cento de possibilidades de vencer. Uma das facetas que temos de crescer é em determinados momentos sermos mais maduros, mais consistentes, mais tranquilos. Isso deve-se ao facto de ser o primeiro ano de universidade, como costumo dizer, vai deixar-nos muito mais fortes e preparados para a próxima época. Perder o que é a nossa essência, não, mas sermos mais inteligentes. Não olhar para o resultado, mas para as ferramentas que nos tornarão mais sólidos, mais capazes e muito mais preparados."

Telefone tocou mais vezes?
"Não, manteve-se. O que me deixou mais satisfeito foi o reconhecimento das pessoas com quem gosto e estão mais próximas de mim, dando os parabéns sobre a prestação do Vizela e o crescimento da equipa e da história bonita que estamos a fazer no Vizela. Se vou atender o telefone? Atender, atendo sempre. Mas se seria para sair deste projeto? Nem pensar. Estou bem aqui, é um projeto que temos vindo a fazer nestes últimos anos e o melhor ainda está para vir e quero fazer parte desse melhor."

Renovação do plantel
"A maior parte dos nossos jogadores tem contrato, com exceção de quatro ou cinco. A grande base são os jogadores que estão a fazer esta caminhada connosco. Vamos ser cirúrgicos, o que é normal. Trazer alguns jogadores que possam acrescentar algumas mais-valias para nos tornar mais fortes e estar mais bem preparados para o próximo desafio."

Jogo no Dragão...
"No que acreditamos, por vezes as coisas acontecem. Nesse jogo foi um sinal que não estando ao nosso nível no início do jogo, nunca desvirtuámos do que somos, do que é a nossa essência. Ir atrás do que ambicionámos. Demos uma demonstração do que foi a nossa equipa, do caráter da nossa equipa e a qualidade. Não me lembro de uma equipa estar a perder por 2-0 no Dragão e ser capaz de chegar ao empate. Foi pena aquele bocadinho não termos a maturidade suficiente para sabermos que naquele momento era importante saber aguentar aquele resultado por mais algum tempo. Isso iria trazer-nos mais vantagens. Nervosismo para o FC Porto, a própria envolvência do FC Porto iria reverter-se contra eles e podia ser uma vantagem para nós. Mas, como já disse, foi o primeiro ano de universidade e para a próxima época estaremos melhor preparados."

Deixar um legado...
"Tínhamos lançado esse desafio, que era marcar pela diferença. Fomos uma equipa com orgulho do que somos e com os valores da cidade. Esse legado deixa-nos muito orgulhosos."

O que pode Álvaro Pacheco aportar ao futebol português?
"Sou eu próprio, um apaixonado. Amo o que faço, gosto de ser feliz e tento passar essa felicidade para quem está comigo."