Presidente do V. Setúbal não se conforma: "A razão está do nosso lado"

Presidente do V. Setúbal não se conforma: "A razão está do nosso lado"
Miguel Nunes Azevedo

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Paulo Gomes reforça que a razão está do lado sadino e admitiu rescisões no plantel. Quanto aos prejuízos, o dirigente quer que os sadinos sejam "ressarcidos" na hora em que for feita justiça.

Numa comunicação em vídeo, Paulo Gomes voltou a contestar a descida do Vitória de Setúbal ao Campeonato de Portugal e explicou que o emblema setubalense foi obrigado a tomar decisões, admitindo as rescisões de contrato.

"Trabalhámos nas soluções possíveis, tendo em conta o momento atual. Passou por rescindir com jogadores cujo valor era muito alto para o Campeonato de Portugal, tentar manter a identidade com alguns jogadores, definir qual o perfil do atleta que representará o Vitória no CNS, terminar na base com o projeto de sub-23 e integrar grande parte dos atletas na equipa principal e criar uma nova equipa na II Distrital, que jogará com atletas sub-23, juniores e alguns jogadores que por cá passaram e têm muito orgulho em voltar", explicou o presidente dos sadinos.

Em ataque à decisão da Liga, Paulo Gomes defendeu que esta "foi tomada com erros graves baseados na forma de decidir e alterações formalmente danosas no licenciamento" e voltou a acusar a entidade de não ser imparcial: "Assistimos na comunicação social a notícias sobre dívidas de outros clubes, onde nunca existiu de parte da Liga um esclarecimento. Esta desigualdade feriu a dignidade de um clube como o Vitória."

"Temos a certeza que a razão está do nosso lado. Fazemos um apelo a que a Liga responda ao TAD em tempo útil, para que a decisão saia antes do dia 18 e seja reposta a verdade e possamos ser ressarcidos de todos os estragos causados no Vitória, que repentinamente ficou sem receitas e viu-se obrigado a perder ativos pelo valor auferido e pela justa-causa das rescisões nos seus contratos", rematou o dirigente, que defende que uma demissão seria prejudicial. "Abandonar o barco seria bem pior. Este facto é demasiado grave para fazermos de conta que nada aconteceu e estamos a criar soluções para que, durante este mês, possam ser apresentadas e que os sócios as possam validar, independentemente de quem poderá estar à frente dos destinos do clube. Neste momento apenas interessa a estabilidade e é para isso que trabalhamos", afirmou.