Empresário assume ter vandalizado estádio do V. Setúbal: "Não têm um euro"

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Miguel Nunes Azevedo

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Paulo Rodrigues admitiu ter protagonizado "várias ações" em que esteve "mal" e pelas quais terá de "pagar", apontando o dedo pelo sucedido ao presidente Vítor Hugo Valente

O empresário Paulo Rodrigues assumiu esta segunda-feira, na sua página no Facebook, ter sido o autor dos estragos provocados no Estádio do Bonfim, apontando uma alegada dívida de 645 mil euros como motivação para o ato que os sadinos, em comunicado, definiram como "terrorismo".

O agente afirma ter entrado "pela porta 0, que estava aberta", tendo depois chegado à zona do futebol profissional porque "alguém" lhe "abriu a porta", assumindo que teve "várias ações" em que esteve "mal" e pelas quais terá de "pagar". "A culpa de isto acontecer é do presidente Vítor Hugo Valente, José Condenso, Paulo Gomes e Pedro Gaiveo. Esses sim, são os grandes culpados. Se eu tive cinco dias para salvar o Vitória com 645 mil euros, e salvei, eles, como são todos grandes empresários, não têm, em oito meses, um euro para pagar a ninguém...", refere o empresário, acusando ainda o dirigente máximo dos sadinos de "não comparecer às reuniões, fugindo assim das responsabilidades de dar a cara aos investidores que o salvaram a ele e ao Vitória".

Paulo Rodrigues acusa também o vice-presidente Paulo Gomes de "andar nas minhas costas a tentar assinar contratos com os meus jogadores sem me avisar de nada" e refuta as acusações de terrorismo feitas pelo clube. "Entrei de cara destapada, estavam lá diretores, jogadores, treinadores, roupeiros, fisioterapeutas, médicos, administradores, mulheres de administradores, e até seguranças, e ninguém me meteu na rua? Eu não toquei em ninguém, nem ninguém me tocou a mim".