Foi seguido pelo Sporting, jogou com defesa do FC Porto e é avançado do V. Setúbal: eis Brian Mansilla

Foi seguido pelo Sporting, jogou com defesa do FC Porto e é avançado do V. Setúbal: eis Brian Mansilla
Miguel Nunes Azevedo

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Aos 22 anos, o dianteiro atravessou o Atlântico para envergar a camisola do V. Setúbal e estrear-se na Europa. Em Portugal reencontrará o amigo Saravia, do FC Porto, que o ajudou a decidir-se.

O reforço Brian Mansilla espera que uma boa época possa ser o início de uma carreira na Europa. A decisão de vir para Portugal não foi fácil, mas uma conversa com o lateral do FC Porto ajudou-o a decidir.

É a primeira experiência em Portugal. Como estão a correr estas primeiras semanas em Setúbal?

-Está a ser uma experiência muito boa. O plantel recebeu-me muito bem e estou muito feliz. Os colegas são boas pessoas e têm-me ajudado muito no dia a dia. Agora quero continuar a trabalhar bem para conquistar a titularidade rapidamente e para conseguir os meus objetivos.

É a estreia fora do campeonato argentino. Foi uma decisão difícil de tomar?

-Foi uma decisão muito difícil, porque tive de deixar para trás as pessoas de quem mais gosto e mudar-me para outro país. Tinha outras propostas, mas depois de estar seis meses no Gimnásia decidi vir para o Vitória.

Sinto saudades de casa, mas não é algo novo para mim. Vivi na academia do Racing afastado da família entre os 13 e os 18 anos, e acho que nessa altura foi mais difícil. Aos 17 anos conheci um treinador que me ajudou muito, não só no futebol mas na vida; se não fosse ele, não sei o que teria acontecido.

Há algum tempo surgiram notícias de que estaria a ser seguido pelo Sporting. Soube do interesse?

-Soube das notícias, mas a verdade é que nunca falaram comigo. Acho que nessa altura chegaram a entrar em contacto com o meu representante, mas pessoalmente ninguém falou comigo.

Muitos futebolistas argentinos chegaram à Europa através do futebol português. No futuro gostava de regressar à Argentina ou o futebol europeu é prioridade?

-Sou muito mais atraído pelo futebol europeu do que pelo argentino e gostaria de fazer carreira deste lado. Para já, a minha ideia é ter oportunidade para jogar bem em Portugal, que é um país lindo, com bom futebol, e sinto que cada vez mais estou confortável em campo.

Para quem ainda não o viu em campo, como se descreve?

-Sou um jogador hábil, que gosta dos duelos de um contra um e de fugir para o centro do terreno para rematar de fora da área.

É jogador de golos também? É algo que tem faltado ao Vitória nestes primeiros jogos...

-É verdade, mas sentimos que é um momento que acabará rápido. No próximo jogo em casa, contra o Braga, vamos continuar a trabalhar e poderemos ganhar. Só nos faltam os golos.

O que conhecia do Vitória? Falou com alguém antes de vir para Portugal?

-Não conhecia nenhum dos meus colegas, mas quando cheguei ao Bonfim, deparei-me com uma realidade muito boa e estou muito feliz com a minha decisão. Antes de vir para Portugal falei com o Renzo Saravia, que está no FC Porto e é um grande amigo, e perguntei-lhe como era o futebol português. Ele disse que eu iria gostar e essa conversa ajudou-me a decidir.

Está ansioso por defrontar o Saravia, já que há uma amizade entre ambos?

-Seria magnífico. Gostava muito de jogar contra ele, é um grande jogador. Jogámos juntos no Racing e ele agora está muito bem no FC Porto.

Quanto aos objetivos pessoais, tem alguma meta traçada?

-Vim para cá para poder ajudar a equipa com golos e assistências. Quantos? Não sei. Quantos mais, melhor.

Chegar à seleção é também um objetivo?

-É um sonho, mas não é fácil para os avançados. Há jogadores muito bons e agora a seleção está a passar por uma renovação, com muitos jovens a estrearem-se. Sinto que ainda tenho de trabalhar muito e que estou longe, mas acredito que poderei chegar lá.