Tiago Silva: "Aprendi muito com Rui Jorge e Van Der Gaag foi quase um pai"

Tiago Silva: "Aprendi muito com Rui Jorge e Van Der Gaag foi quase um pai"

ENTREVISTA II >> A etiqueta de reforço sonante é um pormenor à parte para Tiago Silva na luta por um lugar ao sol no Vitória de Guimarães. Dizendo-se encantado com o novo clube, o médio português estreou-se a marcar em Arouca, soma uma assistência e não quer ficar por aí.

A mudança do Benfica para o Belenenses, ainda na formação, foi decisiva para Tiago Silva. É nos juniores dos azuis que o médio encontra o atual selecionador nacional dos sub-21 e percebe que caminhos devia percorrer para chegar longe na carreira.

Evoluiu como profissional primeiro no Belenenses e depois no Feirense. Que treinador mais contribuiu mais para o seu crescimento?

-Aprendi muito com o Rui Jorge e o Romeu ainda na formação do Belenenses. Passei a ter outra mentalidade, a encarar isto como uma profissão. Foi o clique para poder chegar aos seniores e depois tive a sorte de apanhar o Mitchel Van Der Gaag. Foi quase um pai. Apostou em mim quando quase ninguém acreditava. Fiz quase 50 jogos na II Liga e fomos campeões. É nessa altura que sou chamado pela primeira vez à seleção sub-20.

Quando se mudou para o Nottingham Forest [2019] foi atrás de um bom contrato?

-Nem fiz um grande contrato. Só queria provar que tinha valor para lá estar e que estava talhado para grandes palcos. Foi uma época muito positiva, com muitos jogos.

Adaptou-se facilmente à dureza do Championship?

-É um futebol muito duro e físico. A adaptação foi difícil. O treinador-adjunto do Nottingham Forest [Bruno Baltasar] chegou a dizer-me que eu não tinha a noção do que tinha conquistado. Um jogador português não costuma ter grande impacto em Inglaterra numa primeira época.