Porto Editora vai corrigir referência ao "caso Marega" em livro de Filosofia do 10.º ano

Porto Editora vai corrigir referência ao "caso Marega" em livro de Filosofia do 10.º ano

Vitória de Guimarães havia exigido no domingo a retirada da referência ao "caso Marega" no livro da autoria de Susana Teles de Sousa, Isabel Pinto Ribeiro e Rui Areal.

A Porto Editora irá corrigir a referência ao "caso Marega" inserido no "Ágora", livro de Filosofia do 10º ano, revelou a editora em comunicado enviado a O JOGO.

De recordar que o Vitória de Guimarães havia exigido no domingo a retirada da referência ao "caso Marega" no livro da autoria de Susana Teles de Sousa, Isabel Pinto Ribeiro e Rui Areal, destinado aos alunos do 10.º ano e que contém como caso de estudo o posicionamento ético levado a cabo pelo pivot do telejornal de um canal generalista português, ao relatar os acontecimentos do dia 16 de fevereiro de 2020, em que Marega, então avançado do FC Porto, abandonou o terreno de jogo do Estádio D. Afonso Henriques.

A Porto Editora explica que os autores "abordam o tema da subjetividade moral através do chamado "caso Marega", de forma a levar os alunos a uma reflexão crítica e a uma tomada de posição a partir de notícias e de casos atuais e mediáticos", sendo que "os alunos são orientados a interpretarem o tema através de uma perspetiva subjetivista e, em oposição, segundo uma visão crítica do subjetivismo".

Assim, a editora entende que "é errado afirmar" que o "manual potencia a «criação de um estigma injustificado sobre milhares de adeptos», como refere o comunicado entretanto emitido pelo clube vitoriano. Pelo contrário, promove a análise, discussão e debate de um tema segundo diferentes perspetivas, método reconhecidamente profícuo no processo de ensino-aprendizagem".

"Contudo, os autores do manual referem-se aos adeptos do Vitória Sport Clube como os autores dos insultos racistas, tal como foi dito publicamente em vários órgãos de comunicação social nos dias seguintes ao acontecimento de 17 de fevereiro de 2020. Ora, a Justiça absolveu o clube de tais acusações e foram multados três espectadores que estavam no estádio. Neste sentido, pedimos desculpa ao Vitória Sport Clube e aos adeptos vitorianos e vamos proceder à correção do texto, nos livros escolares que ainda não foram impressos", lê-se no comunicado enviado ao nosso jornal.