João Henriques: "O caráter desta equipa nunca se pode pôr em causa"

João Henriques: "O caráter desta equipa nunca se pode pôr em causa"

Técnico do Vitória considera Jesualdo Ferreira "um dos melhores treinadores portugueses de sempre"

Como se trabalha para dar a volta a uma série de cinco jogos sem vencer?
"O caráter desta equipa nunca se pode pôr em questão, porque já demonstrou mais do que uma vez a capacidade e o caráter que tem. O foco e a ambição são sempre os mesmos: jogar para ganhar cada jogo. Não há nada de novo. Há uma grande vontade de vencer, corrigir as coisas menos boas que foram feitas. Foi uma semana normal dentro do trabalho que temos de fazer, o caráter nunca se pode pôr em causa porque os meus jogadores sabem que a responsabilidade é só nossa. Nós é que temos de entrar em campo com a ambição de vencer que será um jogo de grau de dificuldade idêntico a todos os outros, porque estamos num momento atípico onde qualquer equipa pode surpreender. É um campeonato diferente em que temos de estar atentos a todos os pormenores".

O que espera deste Boavista?
"É um adversário que tanto pelas exibições como pelos resultado se percebe que é uma equipa boa. Tem um dos melhores treinadores portugueses de sempre com muita qualidade e quem gostamos todos de aprender. A tabela classificativa não corresponde ao que tem feito em muitos jogos. Nos últimos dois jogos está à vista o que podem fazer. Foram competentes e são uma equipa combativa. Só o melhor Vitória e com grande competência pode ultrapassar o Boavista".

Consegue perspetivar que Boavista vai o Vitória encontrar? "Estamos preparados para o que o Boavista tem demonstrado. Temos de continuar a crescer. O adversário já apresentou nuances diferentes de estrutura, mas dinâmicas próprias. Estamos preparados para o que o Boavista pode apresentar, mas, sobretudo, preparados para o que podemos fazer".

Mudanças no meio-campo nas últimas jornadas
"O que nós fomos fazendo teve várias nuances. Teve situações de adaptação ao meio, como aconteceu no jogo com o Belenenses, o campo não estava nas melhores condições e preparamos o meio campo para aquele situação, até porque o André André tinha o quanto amarelo e tinha que ser mexido. Depois, tivemos a questão da fadiga de alguns jogadores, como foi o caso do André Almeida, que teve uma fadiga localizada e teve de ser gerido com pinças entre aspas. De repente, tivemos o Janvier que entrou na equipa e teve uma pequena lesão. Obviamente que cada vez que escolhemos um onze tem a ver com o que pretendemos para cada jogo. Foi muito de gestão, dos jogos consecutivos que tivemos, foi o rendimento dos jogadores e do plano técnico/estratégico".