"Não há muito caminho a percorrer", assume Luís Castro

"Não há muito caminho a percorrer", assume Luís Castro

Luís Castro. treinador do Vitória de Guimarães, não desiste da luta pelo quinto lugar, mas assume que está cada vez mais complicado apanhar o Moreirense

O golo muito cedo: "A vitória do Aves é uma vitória justa. Defensivamente, foi o nosso pior jogo. Há demérito nosso e mérito do Aves. O Aves fez um jogo de qualidade. Conseguiu sair muito bem para o ataque. Tudo começa quando o Aves faz o golo num momento muito precoce do jogo e a equipa ficou instável. Nunca estivemos bem. Desestabilizámos claramente no momento sem bola. Permitimos sempre que o Derley recebesse a bola, que os laterais do Aves subissem. Quisemos ter bola no meio-campo do adversário, mas tivemo-la sempre a um ritmo muito baixo. Tivemos algumas situações para marcar no final e podíamos, talvez, voltar ao jogo.

As mudanças no onze: "Sentimos nos últimos jogos o Rafa com algum cansaço acumulado e o Florent com energia positiva. Quando se tem dois laterais assim, há a confiança para trocar. O Joseph queima linhas em condução e alimenta bem o último terço. O Mattheus [Oliveira] também o faz, mas não de forma tão rápida. Mas não conseguimos estar em campo de forma estável. Mudámos a forma de construção, mas não funcionou."

A contestação: "Temos de compreender a contestação. O futebol é assim. Quando não estamos bem, temos de o assumir. Temos de assumir que aqueles que nos acompanham estejam insatisfeitos. A semana de trabalho decorreu de forma normal. O que nos afetou foi o primeiro golo sofrido. Foi o nosso pior jogo da época em casa. Já tínhamos perdido em casa, mas este jogo teve um mau resultado associado a uma má exibição."

O quinto lugar: "Faltam quatro jogos e ainda temos uma oportunidade retificar aquilo que não estamos a fazer bem. Não há muito caminho a percorrer. São momentos difíceis, que acontecem. Temos de demonstrar capacidade para os ultrapassar e acredito que o vamos conseguir".