Ex-presidente do Vitória de Guimarães explica pagamento do Benfica

Ex-presidente do Vitória de Guimarães explica pagamento do Benfica

Emílio Macedo, ex-presidente do Vitória de Guimarães, reagiu esta quarta-feira às declarações proferidas por Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto

Emílio Macedo, ex-presidente do Vitória de Guimarães, reagiu esta quarta-feira às declarações proferidas por Francisco J. Marques no programa do Porto Canal, Universo Porto da Bancada. O diretor de Comunicação do FC Porto afirmou que "no tempo da Direção do V. Guimarães que se colocou ao lado do Benfica contra o FC Porto, no caso da Liga dos Campeões, há um contrato em que o Benfica ficou com direito de opção de todo o plantel por 1,250 milhões de euros". Confrontado com esta declaração, o líder do Vitória de Guimarães na altura garantiu: "Isso não é verdade". "Estou tão tranquilo na minha vida, para que é que vou meter-me nisso? É só porcaria que anda no futebol. Naquele tempo ainda havia alguma dignidade no futebol", começou por referir a O JOGO.

Convidado a explicar, Emílio Macedo - presidente do clube vitoriano de 2007 a 2012 - confirmou a existência do pacto com o Benfica, recordando os seus termos. "Havia um acordo com o Benfica, mas foi quando o Targino esteve para ser transferido. Infelizmente o Targino lesionou-se no jogo com o Benfica, o Vitória precisava de realizar algum dinheiro e o Benfica fez um adiantamento, ficando com essa cláusula. Mas, na verdade, nunca optou por qualquer jogador". "O Benfica passou a ter o direito de preferência", disse antes de detalhar: "Imaginemos que aparecia um clube a fazer uma proposta por um jogador no valor de um milhão de euros, o Benfica tinha o direito de preferência sobre o valor da proposta apresentado por um outro clube a qualquer jogador do plantel".

Emílio Macedo deu outro exemplo: "Imaginemos que o FC Porto fazia uma proposta de dois milhões de euros por um jogador... O Benfica, se quisesse esse atleta, tinha de pagar acima desse valor. Ou seja, tínhamos de comunicar ao Benfica que havia uma proposta e ver se estava interessado ou não". O ex-presidente do clube vimaranense discorda que, na altura, o clube estivesse "refém do Benfica". "Não, de maneira nenhuma. O Benfica ficava com o jogador se batesse a cláusula, se estivesse disposto a pagar mais do que a proposta que tínhamos", insistiu.

"É mentira, essa cláusula não existe", assegurou, outra vez, Emílio Macedo, negando as afirmações de Francisco J. Marques. "Se houvesse uma proposta para qualquer jogador do Vitória, fosse pelo valor que fosse, o Benfica tinha direito de opção acima desse valor. Não tem nada a ver com 1,250 milhões de euros. E não tem nada a ver com a exposição que o Vitória fez à UEFA aquando da Liga dos Campeões".
Por fim, o ex-presidente vitoriano assegurou que as ligações com o Benfica eram claríssimas. "Está tudo escrito no clube. Não tenho problema nenhum. Está tudo documentado. Fiz tudo, como é evidente, para benefício do Vitória", concluiu.