V. Guimarães discute entrada de investimento na SAD

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 foto LUSA

O V. Guimarães vai ter uma Assembleia Geral extraordinária

Os sócios do Vitória de Guimarães, da I Liga, vão pronunciar-se sobre o aumento de investimento no futebol e as eventuais mudanças no pacto social entre a SAD e o clube, no dia 8 de setembro, em Assembleia Geral (AG) extraordinária.

A direção liderada por Júlio Mendes entende, num documento publicado na sexta-feira, no site oficial do Vitória na Internet, que a SAD, cinco anos depois da sua constituição, em 2013, precisa de "um novo projeto desportivo", que terá "necessariamente de assentar em novos investimentos" para garantir a luta pelos primeiros lugares do campeonato.

"A Vitória SAD deverá assumir a implementação de um projeto desportivo que vise não só garantir anualmente o acesso às competições europeias como também competir, em cada época desportiva, com legitimas aspirações, por uma classificação entre os primeiros lugares da I Liga", lê-se.

Para poderem discutir o assunto, os sócios vão votar primeiro a inclusão de uma alínea no artigo 27.º dos estatutos do clube, que prevê a discussão, em AG, de "possíveis alterações aos pactos sociais de sociedades anónimas desportivas das quais o clube seja acionista".

A alteração proposta pela direção vitoriana visa o "desaparecimento do direito de veto" do clube face à nomeação de membros para o Conselho de Administração da SAD, com a exceção da função de presidente, cuja indicação mantém-se sob a alçada do clube - Júlio Mendes lidera a SAD desde 2013.

A entrada de um investidor, mostra o documento, requer também que o clube mantenha a participação de 40% no capital social da SAD - o acionista maioritário é Mário Ferreira - e "o direito de veto" quanto à eleição dos membros dos restantes órgãos da SAD - a Assembleia Geral e o Fiscal Único.

Para a direção vimaranense, esta solução torna "a estrutura societária e administrativa da SAD mais eficiente e atrativa para o investimento" e salvaguarda, ao mesmo tempo, os "princípios basilares dos quais o Vitória não poderá nunca prescindir".

O elenco liderado por Júlio Mendes refere ainda que os orçamentos para o futebol, desde 2013, têm sido, em média, inferiores a 10 milhões de euros, e que, face às receitas ordinárias insuficientes para atingir os valores orçamentados, a SAD precisa de vender passes de jogadores todas as épocas.

Reeleito para um terceiro mandato como presidente do Vitória em 24 de março de 2018, Júlio Mendes disse, na respetiva campanha eleitoral, querer elevar o orçamento anual da SAD para um valor em torno dos 20 milhões de euros, graças à entrada de investimento.

Além da discussão sobre a entrada de investimento na SAD, os sócios vitorianos vão ainda votar a celebração de um contrato de arrendamento do Estádio D. Afonso Henriques, propriedade do clube, à Vitória SAD, por 30 anos, e a ata da AG anterior.