Tondela-Chaves do tudo ou nada: uma bebedeira e três amores

Tondela-Chaves do tudo ou nada: uma bebedeira e três amores

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Mónica Santos

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Era de Viseu e ficou a ser de Tondela. A terra enredou-se em Rolando; primeiro, ganhou-lhe o coração de um amigo, depois o dele próprio, e até o clube o agarrou, numa noite em que não sabia o que fazia

Rolando Cruz não precisa de muitas palavras para definir os 37 anos de memórias no Tondela. "A amizade é tudo", e tudo começou com uma história de amor. Ou antes, duas. Natural de Viseu, o roupeiro de 70, há 37 no clube, trabalhava com um amigo, Mário, numa empresa de laticínios. Quando este "começou a namoriscar" uma mulher de Tondela, a cidade ganhou o abastecimento privilegiado de queijo e manteiga, mais ainda quando entrou em cena uma prima dela e também Rolando se enamorou. Quando deu conta, Viseu estava cada vez mais distante e até o futebol se tornou um sacrifício para o camisola dez dos emblemas da capital de distrito. Já foi "contra a vontade" que jogou no Lusitano de Vildemoinhos. Ambos casaram em Tondela e o amigo Mário estendeu o enlace ao clube que já namorava Rolando, fora do alcance por questões financeiras: "Lá me convenceram. Eu não bebo, mas, nesse dia, meteram-me uns petiscos à frente e assinei sem saber o que estava a fazer. Ainda hoje, digo: abençoada bebedeira!"

Jogou no clube até aos 32 anos; foi diretor, treinou as camadas jovens e, um dia, foi preciso alguém para a rouparia. Foi uma aventura a dois. Maria da Conceição, com quem neste ano celebraria 50 anos de casamento, se a doença não lha tivesse levado, há quatro anos, juntou-se-lhe nessa outra paixão. "Está aqui o que eu gosto. Estou no futebol, estou com os meus", descobriu. Os dele são já várias gerações - "Há jogadores que vieram para aqui nas camadas jovens e já têm netos" - e tantas recordações que ainda nem cabem todas no museu pessoal.

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