Um travão para o Sporting ter Plata a cem por cento

Um travão para o Sporting ter Plata a cem por cento
Bruno Fernandes/Rui Miguel Gomes

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Em janeiro de 2019, leões desembolsaram 1 milhão de euros pelo camisola 20, mas agora podem ter de subir substancialmente a parada. Covid-19 e adiamento da Copa América dão margem para negociar.

Há muito que a SAD liderada por Frederico Varandas decidiu avançar para a compra dos 50% dos direitos económicos de Gonzalo Plata que estão na posse do Independiente del Valle, do Equador. Porém, o processo negocial já iniciado, como o nosso jornal oportunamente deu conta, esbarrou num obstáculo que se afigura de difícil contorno, pelo menos nos moldes inicialmente desejados pelo Sporting.

É que, segundo O JOGO apurou, os responsáveis sul-americanos, pese a disponibilidade para negociar com o emblema lisboeta, só admitem, até ver, ceder parcialmente e ficar com uma percentagem dos direitos que ainda estão na sua posse.

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É certo que entre as partes ainda não foi conversado qual o percentual dos direitos económicos do atleta que os equatorianos desejam manter, mas estes olham para o extremo de 19 anos - que já conta com quatro internacionalizações e um golo pela seleção principal do Equador - como uma possível fonte de receita futura, associada a uma maior valorização e, consequentemente, enquanto um potencial de receita substancial.

Ora, o Sporting, que pagou um milhão de euros em janeiro de 2019 por 50% dos direitos económicos do canhoto, partiu para este processo com a intenção de assegurar a totalidade do passe, olhando precisamente para a eventualidade de desembolsar pouco mais do que o milhão de euros pagos para viabilizar a mudança que concretizou, mas as exigências feitas nesta fase inicial pelos equatorianos suscita o cenário da necessidade de um investimento superior fase ao desejado. Porém, de momento, toda a pretensão dos leões, que também era motivada pela perspetiva de participação do jogador, por exemplo, na Copa América do próximo verão - que entretanto foi adiada por causa da pandemia da covid-19 -, assim como o cenário epidémico vivido em Portugal e não só, levaram a que a SAD tirasse o pé do acelerador nesta matéria. Diga-se que os dirigentes leoninos pretendiam encerrar o processo até ao final da presente temporada, que... ainda não tem data.

Evolução nos "planos"

Em Alvalade, desde a sua contratação, Gonzalo Plata sempre foi visto como um ativo de elevado potencial, até porque para o assegurar os leões viram-se forçados a aceitar as condições do negócio que agora pretendem modificar, dado que o assédio era grande. A concorrência de Barcelona e Manchester City pelo jogador, depois das exibições protagonizadas no Mundial de sub-20, deslumbrando observadores de vários emblemas internacionais, levaram a SAD a agir rápido, conseguindo o seu desiderato. Hoje, entre as paredes verdes e brancas, o entendimento de que Plata deve ser aposta do presente é uma realidade. Tudo porque o extremo equatoriano tem vindo da dar passos sustentados em termos efetivos na equipa, com minutos de qualidade, momentos de decisão, dois golos e uma assistência nos derradeiros jogos em que Silas comandou a equipa. E nem a chegada de Rúben Amorim lhe tirou, pelo menos no único jogo por este orientado, o sinal evolutivo e de aposta, dado que atuou durante 90 minutos perante o Aves. Aliás, os 770 minutos de competição em 17 jogos, sempre em crescendo, também não escaparam a quem passa os olhos pelos jogos dos leões, mesmo com estes longe das expectativas competitivas.

De Inglaterra têm chegado ecos de atenção e interesse em Plata. Leicester e Watford já foram apontados como interessados.