Sporting assiste ao renascimento de Mathieu

Sporting assiste ao renascimento de Mathieu
Mário Duarte

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Há cinco épocas que o central que tem o acompanhamento de um fisioterapeuta em casa não era tão utilizado.

Distinguido por O JOGO como a figura do jogo que o Sporting realizou no Capital do Móvel com o Paços de Ferreira, Jérémy Mathieu comprovou, uma vez mais, a preponderância assumida no comando das operações no sector mais recuado da equipa de Jorge Jesus. Aos 34 anos, e depois do regresso registado na quarta-feira, diante do Olympiacos, após ausência forçada por lesão que o impediu de defrontar Famalicão, Braga e Juventus, o central contratado no último defeso ao Barcelona suplantou frente à equipa orientada por Petit o registo de jogos disputados na época passada pelos blaugrana. Aliás, como se pode conferir pelo gráfico nesta página, é preciso recuar cinco épocas para encontrar um Mathieu com tanta influência e participação nos jogos da sua equipa - até um período anterior à sua passagem de três épocas pelo Barcelona, concretamente à sua última campanha pelo Valência.

Tem sido, assim, ao lado de Coates e sob o comando de Jorge Jesus que Jérémy Mathieu tem resgatado para si uma nova etapa na carreira, conseguindo aos 34 anos ser tão utilizado como só fora antes dos trinta. Isto depois de uma fase complicada, com várias e graves lesões, que o levaram, de resto, a tomar precauções acrescidas com a sua condição física, como o próprio fez questão de assumir em entrevista ao programa da Sporting TV "Porta 10 A". "Conheço bem o meu corpo e cuido muito dele. Tive muitas lesões no Barcelona, também tenho um fisioterapeuta que vai a minha casa. Cuido-me muito em casa", asseverou o dono da camisola 22 verde e branca, que tem sido um dos esteios na equipa comandada por Jorge Jesus. A disponibilidade física do central francês, apesar dos seus 34 anos, tem sido determinante no seu rendimento, demonstrando capacidade para dobrar Fábio Coentrão ou Coates, recuperar quando os adversários lançam as bolas nas costas da defesa, superando-se no desarme, ou mesmo em incursões no ataque, apesar de mais esporádicas, mas, também por isso, surpreendentes. Domingo passado, em Paços de Ferreira, já depois de recuperar e ser providencial a evitar o remate de um Whelton em fuga na área, aos 33", foi ele a sair disparado, após um canto dos castores, para ajudar Bas Dost na pressão alta e tentar reaver a posse de bola, por forma a forçar a transição rápida para o ataque - isto já perto do minuto 80.

Este veterano com muito pulmão acrescenta ainda mais um trunfo à equipa: os livres (como demonstrou ante o Tondela, com CR7 a aplaudir.