Seis jogadores pediram a Bruno de Carvalho para sair

Seis jogadores pediram a Bruno de Carvalho para sair
Rafael Toucedo/Rui Miguel Gomes

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Vários jogadores têm chocado com o presidente por questões de mercado, dado o desejo de experimentarem outros patamares desportivos e financeiros. Atletas estrangeiros não gostam do clima instalado.

A relação de Bruno de Carvalho com os jogadores já era tensa antes deste episódio que está a mexer com o clube. Os atletas consentem o estilo e a presença do líder verde e branco, mas sempre com reservas, quase que por "obrigação", dado o cargo ocupado. Entre situações derivadas do "cansaço" dos últimos anos e as ambições de mudar de clube de alguns deles, sabe O JOGO que seis jogadores pediram a Bruno de Carvalho para sair, em distintos momentos: os capitães Rui Patrício e William de há duas épocas até agora e, nos últimos dias, Gelson Martins, Coates, Mathieu e Bas Dost.

O presidente por diversas vezes se referiu de forma indireta aos dois capitães, insinuando tratar-se dos grandes instigadores contra ele no balneário (ver texto ao lado) e tendo já tomado a decisão, no caso de continuar à frente do clube, de proceder a uma limpeza no balneário para formar um grupo menos problemático na perspetiva diretiva. Neste capítulo, as promessas de saída, tal como as aspirações e ambições individuais dos jogadores, aliadas às constantes dificuldades em consumar as transferências para o estrangeiro, apesar das sucessivas propostas que aparecem, fazem com que tudo se torne num barril de pólvora. O relacionamento entre as partes incomoda os jogadores e no passado já houve casos de indisciplina relacionados com situações contratuais, desde processos de renovações (André Carrillo) a transferências não consumadas (Rojo, Slimani, Jefferson, Adrien e Bryan Ruiz, por exemplo).

O conflito que está a ser vivido no reino do leão leva a que Bruno de Carvalho abdique do estatuto de "inegociáveis" colocado nalguns jogadores, sem, contudo, estar disposto a aceitar transferências em saldos, pese o intuito de limpar o balneário de determinados pesos pesados que o líder verde e branco considera influenciadores, pela negativa, dos restantes.

O trio de atletas citados e oriundos da formação pretende sair e recebeu ao longo dos anos várias propostas nesse sentido. No entanto, foi com Bruno de Carvalho que assinaram os vínculos laborais em vigor, que implicaram significativas subidas de vencimento. Um argumento que, juntamente com as elevadas cláusulas que os atletas aceitaram nas negociações, Bruno de Carvalho tem usado em defesa da sua posição negocial. Quanto a Bas Dost e Mathieu, embora se sintam confortáveis desportivamente - bem como financeiramente - no Sporting, não aceitam de bom grado o clima de guerrilha interna constante em Alvalade.