"Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, nem tinha jogado a final da Taça"

"Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, nem tinha jogado a final da Taça"

Bruno Fernandes recorda o ataque à Academia e a final da Taça de Portugal. Defende que a equipa não devia ter cedido às pressões para entrar em campo no Jamor.

Bruno Fernandes concedeu uma entrevista à revista GQ, onde abordou vários temas. O ataque à Academia de Alcochete foi um lamentável episódio recordado pelo craque português.

"Se senti medo? Sim, nesse dia se não fosse a polícia eu tinha-me ido logo embora. Vesti-me e disse, 'foi um prazer jogar convosco', saí e quando estou a deixar as instalações chega um carro da Polícia que me pára e diz que tenho de prestar declarações e que não podia sair. Mas até já tinha ligado para a minha mulher a dizer-lhe para arranjar as coisas que íamos arrancar para o Porto", afirmou.

"Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, eu tinha-me ido embora e não tinha voltado mais, nem sequer tinha jogado a final da Taça de Portugal", continuou, vincando que entrar em campo no Jamor para defrontar o Aves não foi a melhor decisão. "Foi um erro nosso, não devíamos ter jogado esse jogo. Culpo-nos a nós jogadores, porque cedemos à pressão que existiu tanto da parte da FPF como do Sindicato dos Jogadores", explicou.

Seguiu-se a rescisão unilateral e mais tarde o regresso ao Sporting. "Não me arrependo de ter rescindido na altura e voltei para trás porque achei que seria o melhor para mim. Tive um período difícil no início, mas já esperava que a reacção de parte dos adeptos não fosse a melhor. Mas não me arrependo porque tive a melhor época da minha carreira", contou.