Rui Patrício e Podence: dupla sem retorno no Sporting

Rui Patrício e Podence: dupla sem retorno no Sporting
Carlos Gouveia / Pedro Ribeiro / Rafael Toucedo

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Os dois jogadores não viram ser preenchida uma condição fundamental para reconsiderarem a sua posição: a saída do presidente Bruno de Carvalho. Assim, o ex-capitão ruma ao Wolverhampton

Não há volta a dar. Rui Patrício e Podence vão mesmo sair do Sporting na sequência do pedido de rescisão que ambos entregaram ao clube na passada sexta-feira. O período de sete dias de reflexão para poderem voltar atrás na decisão expira hoje, mas, sabe O JOGO, tanto o guarda-redes como o extremo-direito mantêm-se inflexíveis na decisão de sair do emblema de Alvalade. Aliás, o ex-capitão vai mesmo rumar à Premier League, tendo como destino o Wolverhampton. Só que agora o clube que tem Nuno Espírito Santo como treinador não vai desembolsar os 18 M€ que tinham sido acordados antes de o negócio cair por terra. Uma exigência de última hora por parte da Direção presidida por Bruno de Carvalho em mais dois milhões terá inviabilizado a transferência e contribuído ainda mais para o desagrado de Rui Patrício. Caso a Justiça dê razão ao internacional português, os leões veem assim desvanecer-se uma quantia importante para a tesouraria.

Quanto a Podence, o futuro também deve passar pelo estrangeiro, face ao interesse manifestado pelo Sevilha na sua aquisição, desde que a mesma não implique custos.

Apesar dos pedidos de rescisão, alegando justa causa face à invasão de adeptos à Academia, a 15 de maio, em Alcochete, entre outros argumentos invocados, tanto Rui Patrício como Podence tinham vincado a possibilidade de um recuo nas suas posições se um requisito fosse cumprido: a saída de Bruno de Carvalho. Ora, como o presidente se mantém irredutível em cumprir o mandato, apesar de toda a contestação de que é alvo, os dois jogadores dizem adeus ao clube de Alvalade.

As saídas de Patrício e Podence podem não ser as únicas com que o Sporting terá de lidar antes do início da próxima temporada. Conforme O JOGO noticiou a 2 de junho, Acuña, Coates, Bas Dost ou Bruno Fernandes também já têm cartas de rescisão prontas a enviar para a SAD, mas, ao contrário dos dois companheiros, optaram por um compasso de espera para ver até que ponto Bruno de Carvalho sai do clube até 14 de junho. Essa é a data em que expiram os 30 dias para a apresentação da rescisão. A verificar-se, será mais um rude golpe na "frágil" saúde financeira da SAD.