Rogério Alves: "Não estava em causa o referendo da Direção"

Rogério Alves: "Não estava em causa o referendo da Direção"

Presidente da Assembleia Geral do Sporting rejeitou fazer a "análise política" do facto de as contas da época passada terem sido aprovadas à tangente, com 52,95 por cento dos votos, no entanto, defendeu que o executivo de Frederico Varandas tem condições para continuar.

Balanço da AG: "O relatório e contas foi aprovado. Não compete à Mesa da AG fazer a análise política dos votos e sim o que os estatutos e a lei mandam. As pessoas usaram a palavra e o Conselho Diretivo respondeu. Agora compete ao Conselho Diretivo analisar estes resultados. Tivemos cerca de 1300 sócios e temos um universo muito mais vasto. Temos de encontrar maneira, que passa pela reformulação dos estatutos, para que muito mais sócios participem na vida do clube. Nunca passamos dos dois ou três por cento e com uma enorme afluência podemos chegar aos 10 por cento."

Contestação: "A divisão do clube, a nível de manifestações de descontentamento, nós vemos. O que vai levar a reboque é o sucesso das modalidades, do futebol, o financeiro, o crescimento da marca... Interessa que sejamos capazes de o fazer. Às vezes transmite-se instabilidade excessiva que não passa para a maioria dos adeptos. O sucesso e competência podem vir a corrigir isso. Acredito que esse trajeto está a ser bem feito. Infelizmente a vida não se processa em linha reta. O projeto termina em 2022. Fator crítico do sucesso é o nosso apoio e capacidade de agregação e de mostrar a nossa força."

Demissão: "Na minha opinião, esta Direção tem condições para continuar. Mesmo que o relatório e contas fosse chumbado, não estava em causa o referendo da Direção. Há outras formas para isso, mas não há nenhum sinal ou vestígio de que vá acontecer. Só esperando até 2022 podemos fazer o percurso. Não é com permanente instabilidade, que contagia e causa tensão."