Plata tarda em pegar: evolução do extremo preocupa Amorim e a SAD do Sporting

Plata tarda em pegar: evolução do extremo preocupa Amorim e a SAD do Sporting
Duarte Tornesi/Rui Miguel Gomes

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Extremo tarda em adequar-se às exigências coletivas e Rúben Amorim só o utilizou em 64 minutos.

O trajecto evolutivo de Gonzalo Plata está a gerar preocupação em Alvalade, concretamente entre os responsáveis leoninos e o técnico Rúben Amorim, dado que o extremo continua a dar sinais de inconsistência na procura de uma afirmação com o leão ao peito.

O talento do extremo internacional equatoriano é inquestionável entre os leões - e também fora de Alvalade -, mas a verdade é que Gonzalo Plata soma apenas 64 minutos de utilização na presente época, os quais refletem não apenas a natural concorrência apertada, mas, sobretudo aquela que tem sido a resposta dada pelo jogador no trabalho diário, que está longe de atingir os patamares de exigência do treinador, seja em termos de abnegação, como de enquadramento coletivo.

Segundo O JOGO apurou é precisamente na disponibilidade deste para encaixar naqueles que são os pressupostos de Rúben Amorim que reside o cerne da questão. O técnico pede ação coletiva constante, regularidade e intensidade nas ações individuais e do grupo enquanto equipa, mas Gonzalo Plata, ainda fruto de alguma imaturidade própria dos seus 20 anos, desleixa-se nesses pressupostos e frequentemente dá mais enfoque ao aspeto individual - onde é reconhecidamente um desequilibrador - face ao coletivo. Esta tem sido uma das preocupações de Rúben Amorim no que a Gonzalo Plata diz respeito, ele que no último desafio pela sua seleção nacional, no Equador-Colômbia, apontou com classe o quinto de seis golos e acabou por ver o segundo cartão amarelo por tirar a camisola no festejo do mesmo, voltando a dar provas da referida imaturidade competitiva.

Gonzalo Plata, que ontem ainda não trabalhou na Academia, encontrando-se em trânsito para Lisboa, foi destacado pelo jornal espanhol "Marca", ao qual falou da luta pelo apuramento para o Campeonato do Mundo do Catar em 2022, do referido golo que marcou, do detalhe técnico sobre James Rodríguez e do Sporting, ainda que de forma breve. "Golo? São aqueles remates que tento sempre fazer e que saiu-me uma maravilha. Túnel a James Rodríguez durante o jogo? A minha intenção, sendo honesto, era dar um toque de tornozelo para lançar o contra-ataque. Quando vi o vídeo fiquei muito entusiasmado porque fiz um túnel a um jogador de grande nível mundial", disse, mostrando-se convicto que é possível atingir a fase final do Mundial: "As três vitórias consecutivas deram-nos confiança. Temos jogadores muito fortes e rápidos. Gostamos de atacar por fora e contra-atacar. Pessoalmente sempre senti-me importante na seleção e a pouco e pouco vou-me adaptando à equipa principal."

O extremo de 20 anos abordou ainda as suas preferências em campo e o momento atual do Sporting na Liga. "Gosto de fazer coisas diferentes dentro de campo, que não se veem habitualmente. O um contra um é o meu ponto forte. Sou rápido desde criança. Claro que os treinos de coordenação ajudaram-me a ganhar velocidade", anotou, confiando no percurso leonino na Liga: "Temos quatro pontos a mais que Braga e Benfica. Vamos no bom caminho."