Palhinha destaca Seleção e do Sporting diz: "Nota-se dentro de campo"

Palhinha destaca Seleção e do Sporting diz: "Nota-se dentro de campo"

João Palhinha foi o convidado do podcast do Sporting, ADN de Leão

Chamada à seleção ou e a namorada na meia-final do "Alk together now": "São emoções distintas, a chamada à seleção é um dos objetivos mais importantes na carreira. Não é fácil chegar à seleção A. Temos uma grande seleção em todas as posições, somos campeões europeus. É um motivo de orgulho. Conhecia o Bruno Fernandes, estive com o Cristiano Ronaldo em Madrid, quando jogámos com o Atlético de Madrid. Soube que tinha sido convocado pelo nosso adjunto, o Carlos, no treino. Tinha a esperança que fosse possível ser convocado. Não estava era mentalizado. Temos uma grande seleção e mesmo quem fica de fora podia jogar. É justo por tudo aquilo que passei e tenho atingido. Fui preciso lutar muito. Ainda hoje estou muito orgulhoso. É o patamar mais alto. Tenho de arranjar um espaço lá em casa para colocar a camisola."

O ambiente no Sporting: "Brincamos muito, damo-nos muito bem e isso nota-se dentro de campo. Os mais jovens são miúdos humildes, profissionais, não são daqueles que chegam à equipa principal e tem vícios. Não há grupos e isso acontece em muitos balneários. O não haver grupos reflete-se em campo."

O futebol: "Só comecei a perceber que ia fazer do futebol a minha vida quando me tornei profissional na equipa B. Quando vim para o Sporting já tinha contrato profissional, mas ainda não previa que a minha vida fosse o futebol. Tinha 17 anos, conciliava com os estudos. Os 10º e 11º anos ainda consegui conciliar, mas no 12.º tinha estágios e treinos, as aulas eram de manhã... tive de abdicar. Não fiz o 12.º ano. Faço questão de o fazer. Se não tivesse corrido como correu, talvez fosse para a faculdade.
Tinha o sonho e ambição. Sempre quis fazer algo relacionado com o desporto."

O empréstimo ao Moreirense: "Quando fui para o Moreirense sabia que era uma experiência que fazia bem. Ajudou-me muito. Não tem as mesmas condições, mas nunca faltou nada. Vivia num hotel por opção minha, vivia sozinho, tinha 19 anos. Tinha mais colegas no hotel."

Estádios vazios e ser capitão: "Jogos sem público equiparam-se quase a treinos, pelo ambiente. Acaba por influenciar a motivação. Nesta fase o estádio estaria cheio. Sou o terceiro capitão, primeiro o Coates, depois o Neto, depois eu. Usar a braçadeira é uma grande responsabilidade, ainda para mais sendo da formação. É marcante.

Camisolas: "Faço coleção de camisolas de colegas com quem joguei, tenho do Greizman, Busquets, Coates, Bas Dost da Holanda... Troco sempre com alguém que tenha jogado"