"O Sporting ficou em dependência com a Doyen, como no contrato de Rojo"

"O Sporting ficou em dependência com a Doyen, como no contrato de Rojo"
Rafael Toucedo

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Alexandre Godinho foi esta terça-feira ouvido em tribunal no âmbito do julgamento de Rui Pinto.

Alexandre Godinho, membro do Conselho Diretivo do Sporting entre 2013/2018, foi esta terça-feira ouvido em tribunal no âmbito do julgamento de Rui Pinto. Com participação em alguns contratos celebrados pelo Sporting, o testemunho centrou-se nessa matéria e em vínculos em que uma terceira parte fica com uma percentagem do passe.

"A divulgação do Football Leaks na altura originou procedimentos internos por causa de problemas informáticos. Fizemos uma queixa, uma participação. Começou a haver mais mediatização e o comentador Pedro guerra divulgou contratos do Sporting. Não digo que tenha causado um problema, porque eram reais e não mostravam qualquer prática menos lícita", afirmou. "A divulgação não era conveniente em termos concorrenciais", declarou.

Godinho falou dos fundos e da Doyen. "Esse tipo de contratos eram negativos e prejudiciais para o Sporting. Havia um desequilíbrio na forma como foram executados. O Sporting ficou em dependência com a Doyen, como no contrato com Marcos Rojo", assegurou.

"O dinheiro dos fundos vinha de famílias e práticas criminosas do Cazaquistão. O Sporting esteve na vanguarda na luta contra os fundos. O Sporting perdeu a luta no TAD contra os fundos com o ex-presidente Godinho Lopes a testemunhar contra o clube. Os clubes rivais levavam avante com práticas ilícitas. Liga, federação e Governo atuavam com inércia", vincou.