"O diretor de segurança do Sporting disse que não podia fornecer as imagens"

"O diretor de segurança do Sporting disse que não podia fornecer as imagens"

Fábio Castro, coordenador da GNR, recordou o dia do ataque à Academia do Sporting. Foi a primeira testemunha a ser ouvida no sexto dia do julgamento do ataque à Academia do Sporting

"Fui à sala de videovigilância e o diretor segurança Sporting, Ricardo Gonçalves, disse que não estava operacional e que não podiam fornecer as imagens. Mandei logo uma equipa a Alvalade e lá comunicaram que iam dar imagens. O que deram no dia 16 às 5h00 da manhã", contou Fábio Castro, coordenador da GNR, a primeira testemunha a ser ouvida no sexto dia do julgamento do ataque à Academia do Sporting
que decorre esta quinta-feira no Tribunal de Monsanto.

O militar recordou ainda o dia do ataque e o que viu em Alcochete: "Mário Monteiro [adjunto de Jorge Jesus] tinha queimadura na zona abdominal e no pulso esquerdo, provocada por uma tocha. Bas Dost exibiu ferimento na cabeça que referiu ser através de um cinto. Ao entrar na Academia observei que Jorge Jesus tinha um edema na face. Estava avermelhado", recordou.

"Abordámos dois carros na estrada de acesso - um Peugeot e um Seat Ibiza preto. Surgiu ainda um BMW cinzento que se pôs em fuga, mas depois foi intercetado. Estavam lá oito pessoas com as balaclavas dentro do carro", disse ainda Fábio Castro, coordenador da GNR.

Fábio Castro, militar da GNR, foi a primeira testemunha da sexta sessão a ser ouvida. Ao tribunal, explicou que foi mobilizado para a Academia após a invasão e que esteve a fazer a coordenação das detenções e apreensões.