O capital da SAD, Mihajlovic e o futebol profissional: as ideias do Sporting

O capital da SAD, Mihajlovic e o futebol profissional: as ideias do Sporting

Administrador André Bernardo expõe ideias no editorial elaborado no jornal "Sporting".

A perda da maioria do capital da SAD por parte do Sporting é cenário afastado pelo conselho de administração da sociedade liderado por Frederico Varandas, como deu conta ontem, no editorial elaborado no jornal "Sporting", o administrador André Bernardo.

"Esta Direção do Sporting não pondera vender a maioria da SAD. Considera sim que uma decisão dessa natureza deve ser decidida por todos os sócios. Podem ser 10, 80, 100, 500 os sócios a decidir por toda a restante maioria de sócios o futuro do clube ou podem ser todos os sócios", escreveu, fazendo a ponte para o sistema de i-voting, que possibilitará, em caso de aprovação dos associados, a votação à distância: "É seguro [o sistema] e, sem dúvida alguma, mais robusto que a contagem manual dos votos. O processo será conduzido por uma empresa externa independente. O sócio conseguirá aceder à plataforma para votar com um processo de autenticação em quatro parâmetros: número de sócio + 5 dígitos de cartão, número de contribuinte, username e PIN."

O dirigente leonino aproveitou ainda a oportunidade para sublinhar o entendimento de que o Sporting "efetuou o pagamento integral" do devido ao anterior técnico Sinisa Mihajlovic, aguardado a decisão quanto ao recurso apresentado pelo técnico, assim como afirma que "nada" é devido à Soccas, empresa de representação que pediu a insolvência da SAD por não ter pago comissões de intermediação nos negócios de Piccini, Nani e William Carvalho. "Quanto a William Carvalho não se tratou de uma transferência, mas de um acordo global numa altura em que já não era jogador do Sporting", frisou.

A concluir o artigo de opinião, André Bernardo enalteceu que os dirigentes leoninos assumem as opções que têm tomado em termos de futebol profissional e não só. "Assumimos totalmente a responsabilidade das opções que tomámos, quer na aposta na formação, quer na venda de Bruno Fernandes para assegurar a sobrevivência financeira do clube, quer nas contratações de treinadores e jogadores que fizemos [bem e mal conseguidas]", asseverou, lamentando o impacto da covid-19 na sociedade e no clube. "Se vínhamos na recuperação da nossa própria pandemia, a restaurar uma situação trágica de liquidez, com a covid-19 a situação não ficou mais fácil. Para nós e para todos. Mas vamos ultrapassar a situação", rematou.