Miguel Braga: "Existe uma mola no banco do FC Porto que os obriga a saltar o triplo"

Miguel Braga: "Existe uma mola no banco do FC Porto que os obriga a saltar o triplo"
Rui Miguel Gomes

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Responsável pela comunicação do Sporting lembra episódio ocorrido na sala de imprensa do Dragão.

Miguel Braga, responsável pela comunicação do Sporting, deixou reparos ao sucedido na sala de imprensa do Dragão após o clássico entre FC Porto e Sporting, num episódio que foi condenado pelo Sindicato de Jornalistas.

"Faz-me confusão o que se passou na sala de imprensa e nos momentos posteriores. Há um jornalista que faz uma pergunta ao treinador do Sporting, assinalando um facto verificável, que qualquer pessoa que ponha o jogo para trás pode ver, e que é, no fundo, uma mola que existe no banco do FC Porto, que os obriga a saltar o triplo das vezes que saltou o banco do Sporting", afirmou ao programa Raio-X Sporting, do canal do clube.

"Houve um jornalista que teve o trabalho de contar quantas vezes saltou um banco e outro, porque, nestas últimas semanas, se tem falado muito que o comportamento dos bancos é, muitas vezes, uma forma de pressionar os árbitros. Fez o seu trabalho, está no sítio onde é suposto a imprensa estar a fazer perguntas e o que se passou foi deplorável. Faz-me confusão que num país livre, num país democrático, exista esta espécie de 'bullying' a jornalistas que fazem perguntas que alguém acha incómodas. É perfeitamente surreal. É a liberdade de imprensa, é a liberdade de os jornalistas fazerem perguntas e não serem sujeitos a insultos ou tentativas de agressão. Toda a gente viu o que se passou - e depois não viu o que se passou, porque as câmaras não estavam lá. Como é que um assessor de imprensa insulta desta forma um jornalista? É que não só o insultou na sala de imprensa, como foi a insultá-lo até ao carro dele, o que eu acho realmente surreal", vincou.

Miguel Braga afirmou ainda que "há certos senhores que estão convencidos de que há uma coutada dentro do país e dentro do Estado de direito". "E não existe. Faz-me confusão que algumas entidades, que gerem o nosso futebol, não digam nem uma palavra sobre este caso. Podia ser a primeira vez, mas não é. Desde 2009, pelo menos, há casos de tentativas de agressão e insultos", rematou.