Jesus fala da paixão pela Taça de Portugal: "O meu avô ficou ali"

Jesus fala da paixão pela Taça de Portugal: "O meu avô ficou ali"

Treinador do Sporting recordou episódio, em 1967, que faz com que cada final da Taça de Portugal tenha um significado especial

Jorge Jesus foi o convidado desta semana do programa "Alta Definição", de Daniel Oliveira, e mostrou um lado mais íntimo. O treinador do Sporting falou da infância e da paixão pela bola. "Andava sempre com a bola debaixo do braço e esquecia-me de ir à escola. O meu pai castigava-me, mas no dia a seguir fazia a mesma coisa. A minha mãe fechava-me em casa e ia trabalhar, para eu não jogar à bola, mas eu arranjava maneira de sair. Morava no primeiro andar, mas saltava para um poste da luz e escorregava até ao chão para ir jogar à bola. Aos 14 anos comecei a ter o objetivo de fazer do futebol a minha profissão. O futebol deu-me independência económica. Se não fosse o futebol não poderia dar posses à minha família. Ensinou-me a viver com as regras da sociedade. Tudo o que sou devo hoje ao futebol."

O treinador, de 63 anos, recordou, emocionado, um episódio quando tinha 13 anos e que o fez dedicar-se à Taça de Portugal, especialmente à final, no Jamor. "Vi com o meu pai e com o meu avô a final da taça de 1967, entre o V. Setúbal e a Académica, que ficou 3-2. Foi um acontecimento que me marcou. A família do meu pai é de Setúbal e o jogo foi emocionante. O meu avô sentiu-se mal e ficou ali. Teve um ataque cardíaco. Foi daí que ficou a minha paixão pelo Jamor. A primeira final como treinador foi um Sporting-Belenentese, em que era treinador do Belenenses, em que perdemos 1-0 com golo do Liedson".