"Trabalhei com 500 jogadores e só três tinham condições para serem capitães"

"Trabalhei com 500 jogadores e só três tinham condições para serem capitães"
Bruno Fernandes

Frederico Varandas apresentou o programa eleitoral com o qual espera ser eleito presidente do Sporting

Sobre liderança no balneário: "Um bom capitão é aquele que representa bem o grupo e que fala o treinador. Mas isso é apenas metade. Tem de ser, também, a voz do presidente no balneário. O capitão pode ter determinadas caraterísticas mas precisam de ser formados. Eu trabalhei, talvez, com 500 jogadores e apenas três tinham condições para serem capitães"

Os pilares do programa: "Não há ecletismo se tivermos um futebol forte, que é a mola do Sporting. Daí ser o primeiro pilar. O Sporting tem de ter uma estrutura clara, definida com regras de comando. Não acredito em nenhum clube, sociedade, confraria onde o presidente não perceba do verdadeiro negócio do clube. Têm de assumir o futebol. Já trabalhei com muitos, mas assumir o futebol não é assinar de cruz. Queremos um team manager competente, que tenha disciplina e que evite que os problemas cheguem ao treinador."

Formação e contratação: "O futebol é um jogo de jogadores de futebol e a formação do plantel define muitas vezes 80% do sucesso desportivo. E provavelmente estamos muito atrás dos nossos rivais nesse aspeto. Digam-me três jogadores que tenham sido bem comprados e bem vendidos. Um sim, dois também, o terceiro não existe. Nos nossos rivais consigo nomear dez. O nosso departamento de scouting está desatualizado. Queremos criar uma rede de olheiros espalhados em mercados apetecíveis"

Benfica e FC Porto: "Os nossos rivais são muito competitivos. Temos de nos focar onde? Contratar melhor e errar menos"

Modernizar a formação: "Os nossos rivais preocupam-se muito mais na formação hoje em dia do que há 10 anos . Não podemos usar as mesmas práticas que usávamos há 10 anos. Vamos ter coordenadores na zona Norte, Centro e Sul, com subcoordenadores. Hoje vivemos de uma rede completamente abandonada. Caro é contratar um jogador como o Douglas, que custam dois milhões e fazem dois jogos por ano. Isso é que é caro. Há também um problema de coordenação técnica da Academia. O Sporting tem três... Isto pode parecer normal... Tem de haver um único coordenador técnico para todo o processo de formação"