"Toda a gente diz que eu chorei, mas não chorei"

"Toda a gente diz que eu chorei, mas não chorei"

Luiz Phellype é o protagonista de uma extensa entrevista à Sporting TV esta quarta-feira

Hipótese Sporting: "Estava a conversar com outros clubes, tinha propostas já feitas na mão, mas estava à espera porque pensava que vinham outras coisas que eu aceitaria. A proposta do Sporting chegou, sei lá, a uma quarta-feira, e eu disse ao meu agente: 'marca a reunião para assinarmos'. Na sexta assinámos o contrato. Foi um passo muito bom que dei na minha carreira. Que bom que o Sporting confiou no meu trabalho. Espero que percebam que fizeram uma boa contratação".

Adaptação, treino e estreia em Alvalade: "É uma realidade diferente. A adaptação existe sempre, porque estamos habituados a jogar de uma forma e vamos jogar de outra. Passei por um momento, mas agora estou totalmente adaptado. Fazer o primeiro treino em Alvalade deixou-me algo nervoso, mas correu-me bem, treinei bem e os adeptos gostaram do que viram. Foi um bom cartão de visita. Quando em estreei em Alvalade, ver o estádio cheio... Foi realizar um sonho de criança".

Sobre Marcel Keizer: "Estava acostumado a fazer movimentações e posições diferentes do que ele queria. Tem-me ajudado a mudar. Conversa muito comigo e muito com os meus colegas para me dizerem o que é melhor. Estou a perceber bem e tem dado certo. Não me pede muitas coisas em específico. O resto é comigo, lá dentro, e se há alguma coisa que sai mal, diz-me ao intervalo ou mostram-me os vídeos depois, dizendo o que foi muito bom e o que posso melhorar".

Primeiro golo em Chaves... e choro: "Toda a gente diz que eu chorei, mas não chorei. Apenas baixei a cabeça e agradeci por ter tirado aquele peso de mim. É difícil ficar sem fazer golos e ali pensei: 'já acabou, agora vai correr bem; já está, vamos continuar com tranquilidade'. Nesse jogo tive duas chances e aproveitei".

E o primeiro em Alvalade, com o Rio Ave: "Foi o mais importante, o mais emocionante, até porque fui eu que comecei a jogada lá atrás e finalizei. Houve adrenalina, com o estádio inteiro a festejar. Quero isso mais vezes".

Sobre Bas Dost: "Sempre me ajudou, sempre foi muito bom, sempre me incentivou. Claro que queremos jogar, mas acima disso está o Sporting. Saber que o tenho na minha equipa, faz-me crescer como jogador. Ele tem um nível muito alto e a competitividade ajuda-me muito".

O ensinamento de Bruno Fernandes: "O Bruno disse, de facto, que devia sair do primeiro poste para atacar a bola. O mister ouviu a nossa conversa e disse-me: Luiz, tens de vir fora do poste, mas não muito. Nas Aves, fui um pouco para lá, não muito e disse-lhe, então, que tinha meia razão".

Vitória contra o Benfica na Taça: "Foi o primeiro jogo em que vi o estádio todo a cantar e a saltar. O apoio foi fantástico. Quando a bola ia fora, o jogo parava, reparava nisso... Quando há esse ambiente, só me dá vontade de marcar um golo e ir festejar com os adeptos".