Ricciardi: "Não digo que não serei candidato à presidência do Sporting"

Ricciardi: "Não digo que não serei candidato à presidência do Sporting"

José Maria Ricciardi não estabelece a presidência do emblema leonino como um objetivo, mas não descarta a candidatura.

José Maria Ricciardi comentou a crise do Sporting esta quarta-feira, não descartando uma eventual candidatura à presidência do clube de Alvalade, admitindo, contudo, que se trata de algo pouco provável.

"Não sei se serei, não é esse o meu projeto de vida, mas não vou dizer perentoriamente que não serei. Nessa altura irei tomar uma decisão, será pouco provável, mas não digo que não serei. Nunca quis ser candidato mas irei refletir. Tem de ser por paixão e não por obrigação", afiançou o antigo membro do Conselho Leonino, em declarações à SIC Notícias, apontando outro nome com "todas as condições" para presidir o Sporting: Rogério Alves.

"É um ilustre sportinguista com todas as condições para ser presidente do Sporting", acrescentou Ricciardi, que defende a constituição de uma comissão de gestão e vê como solução a demissão de Bruno de Carvalho, de forma a evitar a perda de mais de 100 milhões de euros, na eventualidade de existirem rescisões de jogadores.

"Não me parece que esteja na mente do presidente demitir-se, são as informações que tenho e por isso apelo aos restantes membros da direção. Porque se houver problemas patrimoniais, não vai ser só o presidente a responder por eles. Do ponto de vista patrimonial as consequências são muito graves porque há possibilidade dos jogadores rescindirem caso este presidente se mantiver no cargo. Esse problema pode ser atenuado caso saia. Porque os jogadores recusaram falar com ele e não creio que não vão querer falar mais com este presidente", explicou José Maria Ricciardi, que revela o momento em que ficou desiludido com o presidente do Sporting:

"Apoiei o doutor Bruno de Carvalho nas últimas eleições mas logo a seguir a evolução de comportamento deixou-me desiludido. E depois foi num crescendo até chegarmos àquelas assembleias gerais, às perturbações que elas causaram", rematou Ricciardi.