Rescisão de Marco Silva custa 500 mil euros

Rescisão de Marco Silva custa 500 mil euros
Filipe Alexandre Dias/Rui Miguel Gomes

Tópicos

irigentes leoninos conseguiram colocar uma cláusula que impossibilita que possa treinar FC Porto e Benfica nos próximos dois anos, período idêntico àquele em que deverá orientar o campeão grego

O Sporting e Marco Silva chegaram ontem a acordo para a revogação por mútuo acordo do contrato de trabalho que vigorava por mais três temporadas, pondo assim um ponto final no conflito aberto pela SAD liderada por Bruno de Carvalho ao instaurar-lhe um processo, alegando fundamento para despedimento por justa causa. Jorge Jesus, finda a relação entre Marco Silva e o Sporting, já pode ser inscrito nas entidades competentes como treinador principal do emblema de Alvalade. O acordo foi alcançado durante a tarde de ontem, tendo sido comunicado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), e pressupõe, segundo O JOGO apurou, o pagamento de 500 mil euros ao técnico Marco Silva, correspondente a um dos três anos de contrato que o treinador ainda tinha com o Sporting.

Além do pagamento da indemnização, após naturais cedências das partes, ficou igualmente estipulado que Marco Silva não poderá treinar nenhum dos principais rivais do Sporting, FC Porto e Benfica, nos próximos dois anos, e não os quatro que os responsáveis leoninos pretendiam inicialmente, na primeira proposta para a rescisão por mútuo acordo. Aliás, os dois anos de "bloqueio" aos rivais coincidem precisamente com aquela que deverá ser a duração do novo acordo laboral que Marco Silva está prestes a assinar com os gregos do Olympiacos. Os campeões gregos serão, ao que tudo indica, comandados pelo treinador vencedor da Taça de Portugal na última temporada, sendo que Marco Silva é aguardado nos próximos dias em Atenas para consumar o acordo com o emblema que foi orientado na última época por Vítor Pereira.

Com este acordo, fica sanado o conflito laboral entre a SAD leonina e Marco Silva, sendo que os responsáveis leoninos admitiam avançar para um processo de rescisão por justa causa caso a derradeira tentativa negocial não fosse consumada em concordância das partes. Em causa, para os dirigentes leoninos, estava o agravamento das queixas devido a uma alegada quebra de confidencialidade do técnico.