"Quem nada percebe é treinador de bancada"

"Quem nada percebe é treinador de bancada"

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, percorre diversos assuntos da atualidade leonina em entrevista ao canal de televisão do clube.

A entrada na Champions: "O regresso à Liga dos Campeões foi importante, é onde o Sporting merece estar. Não estávamos com ansiedade, mas sim com muita vontade que o jogo começasse. Voltámos a um palco que sentimos como nosso, infelizmente as coisas não correram como queríamos. Não tentamos escamotear os resultados e os nossos objetivos. Sendo candidato ao título, o Sporting tem seis pontos perdidos, temos essa noção. O que queríamos era ter entrado com vitória na Liga dos Campeões".

Intranquilidade: "Fala-sede erros, o que posso dizer é que denota-se alguma intranquilidade na equipa quando algo não corre bem. A equipa durante certo período fica intranquila e isso é evidente".

O golo do Maribor: "A nossa frustração é imensa, não há sportinguista mais frustrado que eu. Há coisas que as pessoas não têm tanta noção. Houve um erro do Sarr e do Maurício, mais do Maurício, mas esquecem-se do Maurício do ano passado... Foi um choque - disse o mesmo da derrota de Portugal com a Albânia - o empate com o Maribor".

O erro na Champions: "Há um erro que não podemos cometer, ou seja, começar a matar uma equipa mal começou o campeonato e quando há tanto ainda para disputar e vencer. Esse seria o nosso pior erro que não queremos cometer. Não estamos satisfeitos nem contentes, necessitamos de começar a vencer...

Críticas de sportinguistas: "Remeter a equipa a um conjunto de declarações que têm sido infelizes, de sportinguistas, não é correto. Apesar da frustração quero ver se formos conquistando alegrias e títulos, se esses vão querer vir comemorar connosco. Temos de começar a vencer".

Não tudo foi mau: "Não posso chegar e dizer que tudo o que se passou com o Maribor foi uma desgraça. Dias Ferreira disse que não era possível... E nós verificamos um Sporting que tentou, que conseguiu dominar no início, que tem momentos - para os quais estamos alertados e conversados - que fica nervosa. Se não tem sido a jogada infeliz no final estaríamos aqui com outro discurso..."

A Liga e a Champions: "São seis pontos mal perdidos no campeonato. Na Liga dos Campeões não estamos minimamente satisfeitos... Não é só arregaçar as mangas, temos de provar com vitórias. Perdemos dinheiro e pontos com o Maribor, mas para analisar temos de ser honestos. Fizemos uma gestão que não foi fácil, tentámos manter a equipa como o ano passado, era o objetivo, e depois fazer um reforço. Vou explicar o projeto novamente para as pessoas poderem perceber de uma vez por todas: poder potenciar jogadores, vindos da nossa academia ou não...".

Os milhões em reforços: "Saiu Rojo, conseguimos trazer um jogador com a experiência do Nani, ao contrário do projeto, e outros que são talentosos e na altura certa vão jogar. Gastámos 15 milhões em onze jogadores, não se pode dizer que podíamos ter ido buscar três ou quatro com qualidade. Isso quer dizer que estes não têm qualidade? Quem diz isso é quem não percebe nada de futebol. Fizemos um turn-around de quase 44 milhões de euros na gestão".

A culpa não é solteira: "Os órgãos sociais do Sporting não tem uma quota parte de responsabilidade, tem toda! Não gosto é de ver anos e anos de insucesso e desacerto de projetos, e de repente verificar ainda no início do campeonato que há pessoas a dizer que o Sporting não tem uma equipa em condições. Não quero ser bruto, mas as pessoas têm de ter discernimento. Não temos receio de assumir o que temos de fazer. Pior que o erro de Maurício, ou erros de Montero, Slimani, Tanaka... Mais importante é não cometer erros destes. A estrutura não está nada fragilizada. Só há frustração normal".

Treinadores de bancada: "O Sporting não está com nenhum problema não identificado, estamos a trabalhar e a corrigir. Já basta o aproveitamento político e desportivo que os rivais estão a fazer. Fui o rosto da oposição durante dois anos e nunca senti a necessidade de dizer mal da equipa para defender o que eu achava que estava a ser feito mal. Quem não percebe nada de nada a única coisa que pode é fazer de treinador de bancada".