"Não estamos em guerra com o Conselho Diretivo"

"Não estamos em guerra com o Conselho Diretivo"
Filipe Alexandre Dias

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Vice-presidente da Assembleia Geral discorda da providência cautelar para evitar a reunião magna e diz que "a voz dos sócios tem que ser ouvida".

Daniel Sampaio, vice-presidente da Assembleia Geral do Sporting, garantiu esta quinta-feira, no final da conturbada sessão de esclarecimento junto dos sócios sobre a reunião magna marcada para 9 de fevereiro, que não existe qualquer guerra entre o órgão a que pertence e o Conselho Diretivo do Sporting presidido por Godinho Lopes.

Aquele dirigente, respondendo a perguntas dos jornalistas, esclareceu o que se passou no início dos trabalhos:

"Infelizmente, um grupo de agitadores infiltrou-se na sessão de esclarecimento com os associados e lançou insultos e alguns ovos, interrompendo os trabalhos durante cerca de meia hora. As forças de segurança atuaram e dez elementos foram expulsos do Estádio de Alvalade, mas a partir daí a sessão decorreu sem problemas".

Sem se deter, Daniel Sampaio comentou:

"Este incidente demonstra que há forças dentro do Sporting que querem calar a voz dos sócios e estamos empanhados para que tal não aconteça. Não é este grupo de agitadores que representa o Sporting"

Sobre os receios de que incidentes semelhantes possam repetir-se na Assembleia Geral agendada para 9 de fevereiro, Daniel Sampaio respondeu:

"Espero que não, até porque temos um dispositivo de segurança preparado".

O Conselho Diretivo do Sporting manifestou a intenção de interpor uma providência cautelar na tentativa de impedir a realização da Assembleia Geral, mas o vice-presidente desse mesmo órgão recusa qualquer tipo de confronto, esclarecendo:

"Discordo dessa decisão, porque a voz dos sócios tem que ser ouvida. Contudo, não há, necessariamente, uma guerra da nossa parte com o Conselho Diretivo".