"Muita gente diz isso, que tenho cara de mau", conta Luiz Phellype

"Muita gente diz isso, que tenho cara de mau", conta Luiz Phellype

Luiz Phellype é o protagonista de uma extensa entrevista à Sporting TV esta quarta-feira

Cinco golos em quatro jogos na Liga: "É melhor ir com mais calma. Sou uma pessoa muito tranquila. Brinco também, mas não sou nada exagerado. Sobre fazer golos, é o meu trabalho, é o que eu tenho que fazer. Quero continuar e que os adeptos tenham essa opinião sobre mim também, não só os meus companheiros, que não facilito e marco, é gratificante".

Cara de mau: "Não é de propósito, é mesmo assim, quando eu estou lá dentro, tenho muito vontade de ganhar, estou focado. Muita gente diz isso, que tenho cara de mau, mas mesmo com os adversários sou super tranquilo, não sou de discutir muito. Claro que dentro de campo, por vezes há desentendimentos, mas quando acaba o jogo, nunca tenho problema com ninguém".

Número da camisola: "Quando saí do Brasil, fui para a Bélgica e deram-me a camisola 28 e adotei-a como a que iria usar para o resto da minha carreira. No Estoril foi assim, no Feirense fiquei com a 22, porque a 28 não estava disponível, como aqui. O Bas já a tem e achei melhor não pedir para ele trocar [risos]. A 29 surgiu sem nenhum motivo especial. Estava livre, estou a usar e estou a gostar. A 28 aqui também tem muitos golos".

Porquê avançado?: "Quando comecei a jogar, jogava mais atrás, jogava a 10. Mas mesmo assim fazia muitos golos. Quando cresci, nos meus 12, 13 anos, fiquei muito alto, muito forte e o meu treinador disse-me para ir mais para a frente. Comecei a jogar a ponta-de-lança e não parei mais".

Paços de Ferreira: "Quando voltei de Angola, voltei para o Estoril, mas disseram-me logo que não ia jogar. O Paços foi-me buscar, acreditou em mim e guardo um carinho muito grande. Houve sempre respeito de ambas as partes. O Paços é um clube de gente séria e merece estar de volta à I Liga. Foi no Paços que mudei o 'chip' para ser um atleta profissional, mais do que um mero jogador. Saí de lá como melhor marcador desta época - ainda hoje sou - e com a equipa no primeiro lugar. Fico contente de ter ajudado".

Defesa mais complicado: "Ia dizer o Mathieu, mas não lhe posso dar tanta moral [risos]. Vou deixar nele..."

Referência: "Ronaldo, o Fenómeno. Não que não seja fã do Cristiano, mas desde pequeno me habituei a ver o Fenómeno".