Carlos Vieira: "Choca-me estar suspenso, parece que cometi um crime"

Carlos Vieira: "Choca-me estar suspenso, parece que cometi um crime"

Homem de confiança nos últimos cinco anos de Bruno de Carvalho, que acompanhou até 23 de junho, inclusive na AG destitutiva que os afastou do Conselho Diretivo do Sporting, Carlos Vieira concedeu uma entrevista à SIC Notícias, na qual abordou alguns pontos da candidatura.

Candidatura - "Entendi que era tempo de seguir outros rumos, mas houve vários apelos, solicitações para reconsiderar. Sou um institucionalista: se foram os sócios que me elegeram, eram os sócios que me podiam retirar. Foram momentos complicados, mas as decisões que tomei foram as que tinha que tomar. Não há arrependimento. Perceção inicial de que o nosso tempo findou e depois ver as pessoas aproximarem-se e pedirem para que este projeto continuasse. Temos a qualidade humana, a capacidade para prosseguir o projeto".

Situação financeira - "Como isto está, nestas eleições, o presidente pode ser eleito com 30% e depois ser destituído por 51%. Recuso que o Sporting viva uma crise financeira. A gravidade da situação decorre da premência que anunciámos pelo empréstimo obrigacionista. Quando saí, na última semana do mês, os salários estavam em dia".

Nova Academia - "Fazer uma Academia não abdicando da outra, é uma oportunidade. Pode ser em seis municípios e é algo que tem pernas para andar"

Validade da candidatura - "Acredito que no dia 8 de agosto vamos ter condições para nos candidatarmos. Choca-me estar suspenso preventivamente, parece que cometi algum crime. É o momento de fazer uma análise ao trabalho feito e projetar o futuro, não de tirar direitos aos sócios"

O que faria diferente? "Pouco, no meu caso. Não me guio por elogios. Guio-me por responsabilidade e fazemos as contas quando tivermos que fazer. Tenho apoios e pessoas a incentivar-me. Posso dizer que estou de consciência tranquila e isso é o importante para um ser humano e para um profissional".