Bruno Fernandes: "De manhã pegava em dez bolas e ia fazer remates"

Bruno Fernandes: "De manhã pegava em dez bolas e ia fazer remates"

Médio do Sporting conta, no programa Titulares da Sport TV, como se tornou num rematador de eleição. Foi em Itália que se moldou e que mais evoluiu como jogador, revela o goleador internacional português

Nove homens do jogo: "Esta ideia deste prémio foi muito bem conseguida. Independentemente de estarem ou não de acordo, um jogador receber um prémio dá mais confiança. Não sabia ao certo quantos tinha, mas dei um ao Mané. Estava a contar em casa e só tinha oito... Depois lembrei-me que lhe tinha oferecido".

Formatado no Calcio: "Faltava uma peça ali e o que faltava para ser mais completo foi o que consegui em Itália. A nível do que é o jogo pensado, em Itália é mais trabalhado. Ainda fiz formação em Itália. O que me faltava acabei por adquirir, mesmo nos campeonatos primavera, onde os treinadores são mais objetivos, taticamente, nas bolas paradas... Aqui, nos juniores, era raro trabalhar uma bola parada. Isso completou-me, ajudou-me a ser mais jogador".

Remate treinado: "Sempre fiz alguns golos de fora da área. Nos juniores do Boavista tinha um dia que não podia treinar pela escola. Almoçava, treinava com o treinador de guarda-redes e ficava entre 30 a 45 minutos a bater bolas. Senti naqueles poucos meses que tive melhoria. No Novara, passava o dia inteiro. De manhã, pegava em 10 bolas ia para o campo, metia estacas na baliza, tentava acertar entre o poste e a estaca. Depois tive dois treinadores que só trabalhavam a parte técnica, principalmente na Udinese, com o Paulo Miano. As pequenas coisas que parece que não fazem a diferença foi lá que aprendi. A minha eficácia de remate é muito maior porque trabalho muito mais e a minha cabeça automatiza que aquilo tem de ser feito".

Papel de capitão: "Eu estive em Itália e tive vários companheiros de equipa que estavam no clube há alguns anos e sempre me ajudaram com as pequenas coisas. O Borja qualquer coisa que precise está sempre à minha procura. Veio-me pedir para comprar uma máquina de barbear! Mais do que ser capitão é ser companheiro e colega. A entreajuda não pode ser só em campo".