Bruno de Carvalho: "Houve 69 intervenções e apenas cinco foram contra o Conselho Diretivo"

Bruno de Carvalho: "Houve 69 intervenções e apenas cinco foram contra o Conselho Diretivo"

Bruno de Carvalho foi entrevistado pela TSF este domingo à noite

A ida à AG; "Fomos porque fomos assistindo ao longo do dia ao que se estava a passar, porque houve um associado a transmitir em direto, e achamos que era demasiado importante dizer aos sportinguistas que queríamos paz, calma e união no Sporting, Chegámos com essa intenção e Jaime Marta Soares proibiu-me de falar, ao contrário do que estava prometido. Marta Soares habituou-nos, e fui eu que o escolhi e assumo o erro... Disse que nós podíamos ir à Assembleia Geral (AG) para falar com os sportinguistas e quando chegámos utilizou o expediente que tinha terminado o tempo de intervenção, sendo que comparou o Conselho Diretivo (CD) a um sócio comum. Não nos deixou falar apesar de ainda existirem milhares na Assembleai Geral. O que nos levou lá foi o sportinguismo, que a reunião decorresse com serenidade, o que acabou por acontecer porque lá estávamos. Transmitimos calma aos associados apesar dos resultados estranhos. Houve 69 intervenções e apenas cinco foram contra o Conselho Diretivo. Se tentasse fazer uma extrapolação, verificava que era praticamente impossível os resultados divulgados. Ou então toda a gente a favor do Conselho Diretivo D são extremamente faladoras e as outras extremamente caladas"

Os 90 por cento em fevereiro: "As razões são simples. Não posso acreditar que os sportinguistas acreditem piamente nas razões de justa causa ditas por Diogo Orvalho. A minha forma de estar foi votada em fevereiro e tivemos 90% de votos a favor. Aquilo que diferenciou os motivos de justa causa da AG de fevereiro foram os acontecimentos da Academia. Não conseguimos acreditar que os sportinguistas tenham dado razões aos atletas para a justa causa e acusando o presidente de ser o mandante daquilo que se passou na Academia. Como nos recusamos a acreditar nisto, achamos que os sportinguistas não aguentaram 17 mil notícias e 20 mil horas de televisão e rádio contra Bruno de Carvalho. Isso provoca dúvidas, angústia e preocupação nas pessoas"

Auditoria é golpe: "Auditoria forense da Comissão de Gestão (CG)? Acho que é mais um golpe de teatro. A auditoria está no nosso programa. A auditoria já ia avançar. É um golpe de teatro de Torres Pereira, que nunca foi nada na vida. Foi um médico de família que acabou como presidente de câmara e, a partir daí, ganhou favores políticos"

As eleições e os assobios na AG: ""Há muito tempo que temos uma equipa forte para o Conselho Fiscal e Disciplinar e para a Mesa da Assembleia Geral. Estamos confiantes e, de forma humilde e apaixonada, a querer perceber quais os erros apontados pelos sportinguistas, que não foram os apontados por Diogo Orvalho, com o ato hediondo da Academia à cabeça, que foram assobiados. As pessoas votaram 'sim' à mudança de forma e não de conteúdo e nós, perante a conferência de Imprensa da Comissão de Gestão, que em nada dignificou o Sporting, decidimos avançar para devolver o clube aos sportinguistas"

A razão para impugnar: "A impugnação pretende acabar a história de que, em termos jurídicos, Torres Pereira, Marta Soares e Henrique Monteiro têm toda a razão. Nós tivemos calmos a gerir o Sporting, a avançar com providências cautelares calmas, mas a partir do momento em que as pessoas que acham que estão à frente do Sporting, tentam gritar vitória que não têm, temos de mostrar que a AG está ferida de tudo. Mas aceitamos a vontade da maioria, ou da minoria, dos associados e independentemente de impugnarmos, e ganharmos essa impugnação, vamos a eleições. Mas tristes, porque não merecíamos estar sujeitos a isso depois do que fizemos. A vida é feita por dar a volta aos associados e dar voz ao que querem. Vamos fazer a impugnação e sujeitar-nos a eleições para ver se os sportinguistas querem este rumo certo. Não temos dúvida que é a real vontade dos associados e não a vontade afinada dos sócios. Não iremos permitir que o que aconteceu nesta AG não volte a acontecer. Prometemos resultados fidedignos e seremos os primeiros a acatar a decisão verdadeira"