Bruno de Carvalho e reunião na Juve Leo: "Eram gritos, despiam-se, mostravam as tatuagens"

Bruno de Carvalho e reunião na Juve Leo: "Eram gritos, despiam-se, mostravam as tatuagens"

Durante o interrogatório, Bruno de Carvalho, revelou que Jorge Jesus chegou a autorizar a entrada das claques na Academia

Bruno de Carvalho revelou no interrogatório, divulgado esta terça-feira pela CMTV, que Jorge Jesus chegou a autorizar a entrada das claques na Academia. E recordou ainda a presença numa reunião da Juve Leo: "Já não me lembro se foi o Bruno Jacinto ou André Geraldes que me pediram muito para ir àquela reunião"

Jorge Jesus autorizou entrada na Academica: "A única vez que uma claque entrou na Academia sem ser aquelas vezes para as fotografias de fim de ano, em que eles trocam até autógrafos, foi o Jorge [Jesus] que os deixou entrar. Eu fui alertado, liguei imediatamente para o Nuno Mendes, não foi desta vez, creio que foi no segundo ano do Jorge Jesus, e disse imediatamente que não, que não autorizava a entrada deles, independentemente de vos dizer que desde que foi inaugurada a academia o portão aberto até cerca das 23 horas, meia-noite. Portanto é prática sempre, o portão estar aberto. Quando eu chego à academia, qual não é o meu espanto quando os vejo lá dentro. Perguntei ao Jorge [Jesus] porque é que as pessoas estavam dentro e ele disse 'fui que que estava a entrar e eles pediram-me e eu deixei-os entrar'. E eu disse, não lhe digo vossa excelência, porque ele não era vossa excelência nenhuma, 'Jorge você aqui não manda nada, e eu disse que não podiam entrar, e agora não sei o que vamos fazer."

Reunião com Mustafá: "Também vos relembrar, porque estava escrito, não houve mais nenhuma reunião no meu escritório com o Nuno Mendes, vulgo, Mustafá. Também li ontem coisas como quando eu fui à casinha e que fiz então duas coisas: 'façam o que quiserem' e pedir desculpa um a um antes de vir embora, isto no texto de ontem. Pois então eu vou dizer aquilo que se passou. Já não me lembro se foi o Bruno Jacinto ou André Geraldes que me pediram muito para ir àquela reunião, porque as cisões dentro da Juventude Leonina estavam cada vez maiores. E que eles precisariam da palavra do presidente para se poderem acalmar"


Tatuagens e gritaria: "Fui jantar ao Magriço e do Magriço passei por essa reunião. Nessa reunião não fui confrontado com Academia nenhuma, não fui confrontado com nada, fui confrontado com o quê? Por ter faltado ao respeito ao Fernando Mendes, vulgo Fernando Barata, e por ter faltado ao respeito aos filhos de João Rocha, em dezembro. Portanto aquilo já eram gritos por todo o lado, já se despiam, já mostravam as tatuagens, batiam nas tatuagens, mostravam nas pernas o leão, e aquilo foi uma gritaria total, porque eu faltei ao respeito e porque não pode ser, e porque um é presidente eterno, que é João Rocha e o outro é um líder, que é Fernando Mendes, uma confusão descomunal"