Auditoria: Madeira Rodrigues quer acesso a contas bancárias e recusa custos acrescidos

Auditoria: Madeira Rodrigues quer acesso a contas bancárias e recusa custos acrescidos

Candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting tornou pública a resposta do clube ao pedido de auditoria à transferência de dez jogadores. Acesso a contas bancárias e a recusa em pagar custos acrescidos entre as exigências de Madeira Rodrigues.

Pedro Madeira Rodrigues, candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting, revelou esta quarta-feira a resposta do clube ao pedido de auditoria feito sobre 10 transferências do clube, num documento assinado por Rui Moreira de Carvalho, presidente do Conselho Fiscal, com a data de 4 de dezembro.

"Na reunião de 28 de novembro de 2017, entendeu o Conselho Fiscal que se deve utilizar o modelo de procedimentos preconizado aquando do processo com o Dr. João Pedro Paiva dos Santos. Considerando que o pagamento é da responsabilidade de V. Exa. e que o âmbito se mantém, e o protocolo de auditoria é assegurado, a identificação da empresa, entre as denominadas 'big four', é de sua escolha. Pode, ainda, V. Exa juntar a uma destas empresas de auditoria outras que considerar relevante, com âmbito por V. Exa a sugerir, sendo que a coordenação e a responsabilidade dos trabalhos será, sempre, de uma das 'big four'", pode ler-se, antes de referir quatro pressupostos cumulativos a cumprir, um deles no que toca a custos.

"Que os custos internos desta auditoria, devidamente justificados e faturados, sejam igualmente
suportados por V. Exa.; a este propósito sublinho que os trabalhos de auditoria envolvem um
conjunto significativo de funcionários da Sporting SAD, que são remunerados pelas suas funções, às quais terão de acrescer o tempo despendido que seja necessário à realização da mesma auditoria", surge escrito.

Pedro Madeira Rodrigues respondeu com quatro pontos aos pressupostos exigidos, sendo de destacar a exigência de uma auditoria com um âmbito diferente do que tem sido rotina e a recusa em pagar os custos acrescidos. Além disso, pretende ter acesso às contas bancárias "dos participantes nos circuitos financeiros envolvidos nas transferências". "O âmbito e o protocolo do processo de auditoria que solicito são diferentes do que tem sido rotina no Sporting. Tratando-se de uma auditoria forense sobre aquisições e alienações específicas de direitos económicos e desportivos de profissionais de futebol, vai muito para além das habituais análises económico-financeiras. Sendo assim, não posso estar de acordo com a necessidade de se manter o âmbito e protocolo do processo habitual de auditoria que, pela minha interpretação, é o que me pede na carta enviada", começa por dizer.

"Aceitando a vossa exigência em contratar uma das 'big 4' (apesar de, curiosamente, o próprio clube não ter seguido o mesmo critério aquando da auditoria de gestão às anteriores Direcções), e tendo já pré-escolhido uma dessas empresas, acederei à vossa exigência de apresentar uma garantia bancária apenas se se chegar à conclusão que a Sporting SAD será a cliente última desta auditoria", respondeu.

"Quanto à exigência que me faz de ressarcir os custos internos do tempo dos colaboradores da Sporting SAD que estarão alocados a este trabalho, lembro que o clube e a SAD serão os principais beneficiados com o esclarecimento cabal destas questões, pelo que me recuso a pagar aqui qualquer custo acrescido que, para além disso, escapa completamente ao meu controlo", apontou, antes de passar ao último ponto.

"A única exigência que faço a pedido da empresa de auditoria é a garantia de acesso às contas bancárias (incluindo eventuais "off-shores") dos participantes nos circuitos financeiros envolvidos nas transferências, pelo que solicito que seja dada esta autorização pelos respetivos antes de se avançar com a referida auditoria", terminou.