Ataque à Academia: Bruno de Carvalho apresentou-se voluntariamente no DCIAP

Ataque à Academia: Bruno de Carvalho apresentou-se voluntariamente no DCIAP

Antigo presidente do Sporting quis prestar declarações sobre a invasão à Academia do clube leonino.

O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho apresentou-se esta quinta-feira voluntariamente no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para prestar declarações sobre a invasão à Academia do clube, disse à Lusa fonte próxima do antigo dirigente.

De acordo com a mesma fonte, Bruno de Carvalho decidiu apresentar-se neste departamento do Ministério Público, por iniciativa própria, disponibilizando-se para prestar declarações no âmbito do inquérito ao ataque à Academia do Sporting, em Alcochete a 15 de maio, e na sequência de notícias que dão conta de um alegado envolvimento nesta ação.

Através do seu advogado, José Preto, o ex-líder leonino disponibilizou-se para prestar declarações na unidade de terrorismo do DCIAP, mas o requerimento foi reencaminhado para o DIAP, no qual decorre o inquérito ao ataque à Academia.

Esta iniciativa de Bruno de Carvalho ocorre um dia depois de o antigo oficial de ligação aos adeptos do Sporting, Bruno Jacinto, ter sido ouvido em primeiro inquérito judicial, no âmbito do mesmo processo, e ter ficado em prisão preventiva.

Detido na terça-feira, Bruno Jacinto está indiciado, entre outros, pela prática, em coautoria, de mais de 20 crimes de ameaça agravada, 12 crimes de ofensa à integridade, 20 crimes de sequestro e um crime de terrorismo.

Bruno Jacinto é já o 38º elemento em prisão preventiva por alegado envolvimento nos incidentes de 15 de maio na academia do Sporting, em Alcochete, em que cerca de 40 alegados adeptos do clube, encapuzados, agrediram alguns jogadores, treinadores e staff.

Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva, entre eles o antigo líder da claque Juventude Leonina Fernando Mendes, são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Já no início deste mês, o Tribunal da Relação de Lisboa manteve em prisão preventiva oito dos suspeitos do ataque, revelou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

O Tribunal da Relação de Lisboa ainda tem de pronunciar-se sobre os restantes recursos interpostos pela maioria dos detidos neste processo.