"A possibilidade de substituir elementos demissionários dá-nos a paz necessária"

"A possibilidade de substituir elementos demissionários dá-nos a paz necessária"

Fernando Correia, porta-voz de Bruno de Carvalho, abordou as propostas de alteração aos estatutos do Sporting em conferência de imprensa.

Em conferência de imprensa no Estádio de Alvalade, esta segunda-feira, Fernando Correia assinalou a soberania dos sócios na hora de aprovarem, ou não, as alterações aos estatutos do Sporting propostas e descriminadas na convocatória da Assembleia Geral Ordinária do dia 17 de junho.

"Cabe aos sócios e só aos sócios analisar, discutir, aprovar ou rejeitar tais alterações estatutárias. Que fique bem entendido. Não é o Conselho Diretivo [CD] que impõe tais alterações. Cabe aos sócios aceitá-las ou rejeitá-las. É uma proposta e o CD acatará, como sempre, a vontade maioritária dos sócios do Sporting. Assim como cabe aos sócios a marcação ou não de uma Assembleia Geral destitutiva, que, cumprindo todos os preceitos legais e estatutários, será realizada", começou por assinalar o porta-voz de Bruno de Carvalho.

Sobre a alínea que prevê a substituição de elementos demissionários do Conselho Diretivo por sócios escolhidos pelo presidente do órgão, Fernando Correia justificou a alteração proposta com a "necessidade de paz":

"Não estamos a propor nada de novo. Essa possibilidade esteve consagrada nos estatutos até 2013 e foi utilizada várias vezes por diversas direções. Foi este CD que propôs a retirada desse artigo dos estatutos. Mas, quando o fez, não pensámos que pudessem ocorrer demissões no CD por motivos de pressões ilegítimas, calúnias, difamações, ameaças, chantagens, ofertas de dinheiro e emprego e outras similares. Isso coloca o CD numa posição de constante sobressalto. Não é aceitável gerir o clube sob este clima de instabilidade clara. Dar a possibilidade de substituir elementos demissionários dá-nos a paz necessária para continuarmos neste caminho. Mas, frisamos, a vontade dos sócios é e será sempre soberana. Os mesmos decidirão se querem ou não esta alteração", acrescentou o porta-voz.