Premium A análise individual aos jogadores do Sporting no empate com o Arsenal

A análise individual aos jogadores do Sporting no empate com o Arsenal
Duarte Tornesi/Rui Miguel Gomes

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Coates transformou-se na segunda Torre de Londres é uma boa forma de começar a análise dos jogadores do Sporting que esta quinta-feira empatou sem golos em casa do Arsenal, partida da quarta jornada da Liga Europa

Sporting um a um


Renan 6

Trabalhou bem menos do que aquilo que esperava e só fez duas defesas mais vistosas, a primeira aos 17", a evitar um golo na própria baliza a Mathieu, e a segunda aos 80".

Bruno Gaspar 6

Raramente se deixou enganar pela velocidade e técnica de Iwobi, mostrando-se muito concentrado e assertivo em cada duelo. No entanto, essa missão obrigou-o a "esquecer" a participação no ataque.

Mathieu 5

Exceptuando um lance em que quase marcava na própria baliza, num corte esforçado sobre Welbeck, o francês foi sempre um parceiro de luxo de Coates, chegando sempre primeiro à bola que os adversários. O apelido de "torre" também lhe ficaria bem, caso não tivesse manchado a sua exibição com uma expulsão, num lance onde acabou "queimado" por Bruno Fernandes.

Acuña 6

Foi bastante aguerrido a defender, mas, para garantir que as suas costas não eram exploradas, não se aventurou muito no ataque. O Sporting é que ficou a perder, pois, quando conseguiu apoiar Nani, criou sempre perigo.

Gudelj 7

Foi um auxílio precioso aos centrais e um autêntico guerreiro na luta frente a Ramsey, Mkhitaryan e Guendouzi. A capacidade defensiva até não tem sido problema, mas ontem mostrou significativas melhorias na construção em relação aos últimos jogos.

Miguel Luís 6

Lançado pela primeira vez a titular, o "miúdo" mostrou personalidade num ambiente difícil, procurando sempre jogar certinho e ao primeiro toque, mas ainda lhe faltou alguma intensidade no capítulo defensivo. No início da segunda parte, fez um excelente cruzamento para Diaby, que não conseguiu marcar, e, a partir daí, perdeu fulgor até ser substituído.

Bruno Fernandes 5

É certo que se entregou bastante à luta, mas dele era esperada muito mais lucidez na construção e acutilância no último passe. Em algumas partes do jogo perdeu-se em discussões com o árbitro e o passe a queimar para Mathieu, que valeu a expulsão do francês, foi a imagem de uma noite desinspirada.

Diaby 6

Sempre que teve a bola procurou imprimir velocidade e fazer a diferença no um contra um. Esteve perto de marcar em duas ocasiões, ambas na segunda parte, mas os seus remates esbarraram em defesas contrários.

Nani 7

Usou a sua técnica e astúcia para criar um medo cénico na defesa do Arsenal, que tremeu sempre que o extremo tinha a bola. A sua experiência e qualidade foram decisivas quando a equipa precisou de respirar.

Montero 5

Foi abandonado na frente revelou-se uma presa fácil para os centrais, que não lhe permitiram sequer visar a baliza adversária.

Bas Dost 5

Prometeu uma mexida gigante no ataque, com uma entrada a todo o gás a morder os calcanhares dos centrais adversários, mas, com o passar dos minutos, acabou por ter um destino semelhante ao de Montero.

Jovane 5

A sua missão passava por conservar a bola longe da baliza de Renan, mas raramente foi servido pelos colegas para cumprir essa missão, que pertenceu exclusivamente a Nani.

Petrovic 6

Foi recuado para central após a expulsão de Mathieu e ajudou a suster a invasão dos gunners nos últimos minutos da partida.

A FIGURA

Coates: 7

Viajou 1600 km para encontrar a redenção

A distância entre Lisboa e Londres em linha reta está cifrada em cerca de 1600 quilómetros (1558, mais concretamente) e foi esse caminho que Coates teve de calcorrear para encontrar a redenção. Após ter falhado no golo que deu a vitória ao Arsenal, em Alvalade, o central apresentou-se frente aos gunners em grande estilo e não perdeu um único lance para os avançados contrários, fosse pelo ar ou rente ao relvado. As suas ações mais decisivas ocorreram aos 12" e aos 82": primeiro tirou o pão da boca a Welbeck com um corte em esforço e, depois, deu o corpo à bola para travar um remate com selo de golo de Aubameyang.

Como jogou o Arsenal

Guendouzi em cheio de uma ponta à outra

Uma defesa sólida, sem qualquer sobressalto provocado pelo ataque leonino, e um meio-campo completamente controlado pela ação de Guendouzi permitiram aos ingleses dominar o encontro. Mas na frente faltou objetividade no ataque à baliza e velocidade. Apenas Aubameyang deu sinal de vida.

Defesa

Na baliza, Petr Cech praticamente não teve trabalho, sem defesas assinaláveis, apenas se viu a segurar um cruzamento aos 58". Lichtsteiner na direita procurou chegar-se à frente, arriscou o remate aos 39", e acabou por lesionar-se na coxa quando atacava a área contrária. Holding e Sokratis não sentiram apertos com Montero e Bas Dost. Os centrais tiveram noite tranquila, tal como o Jenkinson e Kolasinac, este último a ganhar minutos ao cair do pano.

Meio-campo

Guendouzi dominou por completo as ações dos gunners no encontro, quer no processo ofensivo, como defensivo. Impressionante a capacidade física que o jovem francês demonstrou, passando para segundo plano Ramsey, que denotou pouco esclarecimento. Mkhitaryan tentou provocar desequilíbrios, mas o melhor que conseguiu foi assistir Aubameyang. Maitland-Niles pouco acrescentou.

Ataque

Smith Rowe não tremeu, apesar dos 18 anos nas pernas e tentou criar problemas a Acuña, algo que conseguiu a espaços. No lado contrário, à esquerda, Iwobi foi presa fácil para a defesa leonina, ele que ainda tentou um remate aos 68" muito por cima. Welbeck, o azarado da noite - provável fratura na perna direita -, esteve perto do golo aos 17, mas a emenda foi tardia: saiu aos 30" de maca. Aubameyang meteu uma bola na barra aos 46", naquela que foi a melhor oportunidade de golo dos ingleses, ele que ainda atirou uma bola às malhas laterais aos 59".