Domingos Gomes homenageado no Dia do Leão lembra "dia difícil"

Domingos Gomes homenageado no Dia do Leão lembra "dia difícil"

Quando caiu o varandim, em 1995, Domingos Gomes era médico do FC Porto e acorreu de imediato ao local para prestar auxílio e salvar vidas. O Zé e o Paulo, contudo, não resistiram à queda da multidão

O Sporting homenageou esta tarde, na Praça Centenário, os dois adeptos que faleceram na queda de um varandim do antigo Estádio José Alvalade, a 7 de maio de 1995 antes de um clássico com o FC Porto, o Zé o Paulo, e aproveitou a ocasião para homenagear também um dos protagonistas daquela jornada trágica: o doutor Domingos Gomes, na altura responsável clínico do FC Porto, que prestou de imediato os primeiros socorros evitando males maiores.

"Estes são leões que o Sporting nunca poderá esquecer. Quando se fala de violência no desporto, nesta casa nunca os vamos esquecer. Para mim tem um significado especial, estava em Alvalade tal como estava no Jamor [no incidente do very-light de 1996 que vitimou outro leão, Nuno Mendes]. Vivi de perto esse dia e jamais o esquecerei. O Sporting jamais o esquecerá. Lembro-me de ver como o hoje meu amigo e colega dr. Domingos Gomes. A primeira coisa que fez foi socorrer dezenas de feridos, fez o que pode. São estes valores que cultivamos e admiramos no Sporting", disse Frederico Varandas, líder leonino que presidiu à cerimónia e que ofereceu a Domingos Gomes uma réplica do novo estádio leonino.

Domingos Gomes, herói naquele fatídica tarde de 1995, lembrou o incidente: "Não foi fácil naquele dia nem por razões intrínsecas nem por razões extrínsecas. Foi difícil... Não estava sozinho, estava com outro elemento da equipa médica do FC Porto, o Renato. Estou grato por esta homenagem, infelizmente por uma situação em que evitámos males maiores. Quando cumprimos a nossa obrigação profissional de salvar vidas... Vim com uma gravata a meias [verde e azul], este verde é de esperança. Muito obrigado, as obras ficam com quem as pratica."