Conselho Diretivo do Sporting dirige carta à Comissão de Fiscalização

Conselho Diretivo do Sporting dirige carta à Comissão de Fiscalização

Conselho Diretivo do Sporting, liderado por Bruno de Carvalho, dirigiu uma carta à Comissão de Fiscalização nomeada por Jaime Marta Soares.

O Conselho Diretivo do Sporting, liderado por Bruno de Carvalho, dirigiu uma carta à Comissão de Fiscalização nomeada por Jaime Marta Soares. "Não deixa de ser relevante constatar que o Sócio Jaime Marta Soares, logo após comunicar a sua demissão (não só publicamente, como também no decurso das duas reuniões em que estiveram presentes todos os membros dos órgãos sociais, e ainda, segundo relatou ele próprio ao Jornal Económico, diante da própria CMVM, à qual afirmou estar 'demissionário'), e em vez de convocar, como lhe competia, eleições para a Mesa da Assembleia Geral e para o Conselho Fiscal e Disciplinar, tenha decidido, por sua iniciativa, designar uma 'Comissão de Fiscalização', começa por dizer o documento.

"E também é sintomático notar que o primeiro e único acto da 'Comissão de Fiscalização' até ao momento tenha sido, acto contínuo, determinar a suspensão (leia-se 'expulsão') como sócios de todos os membros em funções do Conselho Directivo, com efeitos imediatos, sem direito a defesa, contraditório e sequer inquérito ou investigação prévias, inclusivamente lhes comunicando que passavam a estar impedidos de aceder a todas e quaisquer instalações do Sporting Clube de Portugal (ficando na prática, 'expulsos' destas)", continua a expor o Conselho Diretivo, indicando de seguida a atitude de Jaime Marta Soares "depois de se demitir".

"a) Convoca uma Assembleia Geral Extraordinária dirigida à destituição por justa causa dos membros do Conselho Directivo, sem recurso a pedidos de Sócios ou listas de assinaturas para o efeito (que afirmou que possuía, mas que nunca apresentou);

b) Designa uma 'Comissão de Fiscalização' (e isto sem tornar claro porque não ficou o Conselho Fiscal e Disciplinar, eleito pelos sócios, em funções, apesar da renúncia da maioria, em conformidade com o que está expresso nos Estatutos) que, sem admitir qualquer direito de defesa, e em vez de se limitar à prática de actos de mera gestão corrente até à tomada de posse dos seus sucessores, decide imediatamente suspender de Sócios todos os membros do Conselho Directivo, dessa forma os impedindo de estar presentes na referida Assembleia Geral e exercer o seu direito de voto (quanto a isto, é certo que o Sócio Jaime Marta Soares já veio publicamente afirmar que, não obstante a suspensão imediata dos membros do Conselho Directivo como sócios, lhes admitiria ainda assim a presença na Assembleia Geral Extraordinária; o Sócio Jaime Marta Soares, portanto, entende que as circunstâncias do caso justificam que se violem os estatutos, podendo comparecer pela primeira vez na história do Sporting Clube de Portugal pessoas que não são sócios);

c) E, finalmente, dá posse a uma 'Comissão de Gestão', assinando o documento que permite à mesma "entrar em funções com toda a legalidade estatutária" (sic), como que esvaziando de propósito a Assembleia Geral Extraordinária e publicamente declarando que o futuro do Sporting Clube de Portugal já se encontra por si unilateralmente delineado (a não ser, claro está, que o objectivo supostamente fosse que essa "Comissão" se mantivesse em funções por apenas sete dias, até 23 de Junho de 2018)", enumera.

"O Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal não reconhece a V. Exas. nenhuma legitimidade para o exercício das funções de que se arrogam estar investidos, incluindo o poder para desencadear, a partir da Avenida Miguel Bombarda, processos disciplinares e suspensões imediatas, e muito menos para ordenar seja o que for", remata o CD do Sporting, numa carta dirigida a João Duque, Henrique Monteiro, Luís Pinto de Sousa, António Paulo Santos e Rita Garcia Pereira e assinada por Bruno de Carvalho, Carlos Vieira, Rui Caeiro, José Quintela, Alexandre Godinho, Luís Roque e Luís Gestas.

Veja a carta na íntegra: