"Cheguei a acreditar em Bruno de Carvalho, a história não se apaga"

"Cheguei a acreditar em Bruno de Carvalho, a história não se apaga"

Em entrevista à RTP3, Frederico Varandas recordou os dois mandatos de Bruno de Carvalho e fez um balanço dos primeiros meses como presidente do Sporting.

Governabilidade do Sporting: "Hoje o Sporting está bastante mais governável e estável do que em setembro, quando a minha equipa chegou. Se temos as condições ideais? É óbvio que não, nem seria possível em apenas quatro meses termos a estabilidade que gostaríamos"

Estabilidade: "Na vida, não acredito que nada passe do 8 para o 80. Era um processo difícil. Muitas pessoas consideravam que íamos demorar meses, anos pelas feridas criadas entre adeptos e profissionais, pelos prejuízos financeiros... A verdade é que estávamos preparados para este cenário e hoje temos uma estabilidade totalmente diferente. As pessoas que aqui trabalham percebem que há um rumo, uma exigência e um dever, que é servir o Sporting da melhor maneira. Mas essas pessoas têm de ter condições e serem bem tratadas. A estabilidade é uma condição básica e essencial para o que quer que seja, ainda mais quando temos adversários do lado de lá. Se não tivermos a nossa casa completamente estável, não nos conseguimos bater contra adversários com as suas armas, bem preparados e com estabilidade que nós não temos. Esta é a primeira base de tudo - e não é fácil. As pessoas esquecem-se - ou querem esquecer-se - como estava o Sporting em setembro. Há, hoje, trabalho sério, competente e sem ligar ao ruído e pressões. Estamos a mudar, que era o necessário".

Como viveu a presidência de Bruno de Carvalho: "Enquanto diretor clínico, a minha função foi sempre fazer o melhor pelo Sporting. Tive dois presidentes e o meu comportamento foi sempre igual, foi fazer com que esses presidentes ficassem o maior período de tempo possível. Se cheguei a acreditar nele? Sim... A história não se apaga. O primeiro mandato de Bruno de Carvalho tem coisas muito positivas Onde perde o pé? O início do segundo mandato... é um novo Bruno de Carvalho. Notou-se diferença para dentro e para fora".