Bruno Fernandes quer ser artilheiro-mor da Liga e fazer o que nunca foi feito

Bruno Fernandes quer ser artilheiro-mor da Liga e fazer o que nunca foi feito
Duarte Tornesi / Rui Miguel Gomes

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No campeonato português, nunca um centrocampista se sagrou artilheiro-mor, mas tal já ocorreu duas vezes na história das cinco principais ligas europeias: Kobluhn (Alemanha) e Luis Aragonés (Espanha).

Impressionante a todos os níveis, a temporada de Bruno Fernandes assemelha-se a uma grande prova velocipédica, onde as etapas vão sendo superadas até se chegar à sonhada bandeira de xadrez.

Primeiro, o capitão dos leões bateu António Oliveira como o médio do Sporting com mais golos numa só temporada. Posteriormente ultrapassou Lampard como o centrocampista com mais golos numa só época do futebol europeu e no último domingo conseguiu alcançar a meta dos 30 remates certeiros em 2018/19 que ele próprio traçara.

No entanto, a ambição de Bruno Fernandes impede-o de viver à sombra dos feitos passados e, de acordo com o que O JOGO apurou, traçou uma derradeira etapa para superar: sagrar-se melhor marcador do campeonato.

Com duas jornadas para o término da competição, o internacional português soma 19 golos e está a apenas dois de alcançar o benfiquista Seferovic. Nas duas próximas jornadas, o capitão do Sporting terá de dar corda aos sapatos frente a Tondela e FC Porto - clubes com os quais ficou em branco na primeira volta -, enquanto o suíço vai tentar defender a sua posição contra Rio Ave e Santa Clara.

Se Bruno Fernandes conseguir ultrapassar o avançado do Benfica, ficará na história como o primeiro médio a sagrar-se melhor marcador do campeonato português e poderá orgulhar-se de um feito raro na Europa.

Contabilizando as ligas europeias que podem receber o capitão leonino no futuro próximo e que dominam os rankings da UEFA - Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França -, apenas Kobluhn (1970/71, pelo Oberhausen) e Aragonés (1969/70, pelo Atlético de Madrid) se conseguiram sagrar melhores marcadores a jogar como médios: o primeiro somou 20 golos, enquanto o segundo se ficou pelos 16.

Jogadores como Platini (Juventus), Rivera (Milan) e Basler (Bayern) não entram nas contas porque, nas épocas em que se sagraram goleadores das suas ligas, atuaram como extremos/avançados.