Bruno e a Academia: "Se eu lá estivesse, tinham de me matar"

Bruno e a Academia: "Se eu lá estivesse, tinham de me matar"

Presidente do Sporting sublinha que não poderia prever o que aconteceu

Bruno de Carvalho lembrou que podia ter ajudado a evitar os incidentes na Academia caso os jogadores lhe tivessem revelado algumas frases trocadas com elementos das claques. "Não fazia a menor ideia deste pedido de "vais dizer-me isso na cara". Aaquilo que me foi transmitido foi que estava tudo bem, que não era nada que não se resolva numa conversa. Sou franco e aberto com os jogadores. Levei o tema para cima da mesa e três jogadores disseram que estava tudo bem. Eu era para lá estar. Os jogadores não me disseram nada sobre ameaças. Tenho muitas qualidades, uma das quais é perceber as pessoas na sala, mas não tenho responsabilidade nenhuma e só tenho pena que os jogadores não me tivessem dito o que se passou. Eu estaria lá. Para passarem por mim, tinha de sair de lá morto. Por este clube, eu morro. Eu não tinha medo. Tinham de me matar para entrar e fazer o que fizeram. Se me tivessem dito isto, para mim podia indiciar qualquer coisa. Disseram-me "tudo bem, tudo tranquilo". Lamento não ser o Nhaga ou o bruxo de Fafe... Nem que tivesse de lá ter a tropa ou os fuzileiros."