Bruno de Carvalho e Carlos Vieira riscados das eleições do Sporting

Bruno de Carvalho e Carlos Vieira riscados das eleições do Sporting
Rui Miguel Gomes

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Além dos dois ex-dirigentes que pretendem ir a sufrágio, também Alexandre Godinho, Rui Caeiro, José Quintela, Luís Gestas e Luís Roque devem ser impedidos de concorrer aos órgãos sociais

Bruno de Carvalho e Carlos Vieira vão ser impedidos de ir a votos, uma vez que, segundo O JOGO apurou, serão suspensos por um ano, tal como os restantes elementos do Conselho Diretivo que acompanharam os dois antigos dirigentes até à assembleia geral destitutiva do passado dia 23 de junho, concretamente Alexandre Godinho, Rui Caeiro, José Quintela, Luís Gestas e Luís Roque. No decurso do dia de hoje deverá ser concluído o processo disciplinar, sendo que a Comissão de Fiscalização (CF) comunicará oficialmente a sua decisão esta quinta-feira, isto salvo algum imprevisto.

Ontem foram ouvidas as duas últimas testemunhas dos visados, concretamente Manuel Fernandes, diretor da prospeção à data dos factos, e Carlos Vieira, antigo vice-presidente do clube e administrador da SAD, que agora manifestou o desejo de ir a sufrágio, apelando mesmo a que fossem esquecidas as "questiúnculas jurídicas" de modo a poder participar no ato eleitoral de 8 de setembro.

Com a presente decisão, antecipada oportunamente pelo nosso jornal, Bruno de Carvalho, Carlos Vieira e os restantes cinco antigos dirigentes mencionados não podem integrar listas concorrentes às próximas eleições, isto ao abrigo a alínea d) do artigo 29.º do regulamento da assembleia geral, que determina que só podem ser eleitos para os órgãos sociais sócios que "não tenham incorrido na prática de infrações disciplinares previstas nos Estatutos e enquanto persistirem os efeitos da pena aplicada", como é o caso. Rita Garcia Pereira, jurista pertencente à CF, rebateu, a O JOGO, as afirmações de Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral, na manhã de ontem, sobre as instruções dadas à CF para a conclusão do processo disciplinar até dia 8 (ver página 7). "A Comissão de Fiscalização é um órgão independente e não recebe ordens de ninguém, decide nos seus "timings" e não a reboque de alguém", disse.