Bolasie foi rejeitado duas vezes e surgiu como último recurso

Bolasie foi rejeitado duas vezes e surgiu como último recurso
Rui Miguel Gomes

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Internacional congolês não contava para Marco Silva e o Everton tinha falhado a colocação do atleta no mercado inglês. Cedência aos leões tem um custo reduzido.

A contratação de Yannick Bolasie por parte do Sporting, sabe O JOGO, foi recusada por duas vezes pela estrutura que gere o futebol profissional, antes de a mesma vir a ser concretizada ao final do último dia da janela de transferências, que encerrou na passada segunda-feira.

A história é simples de contar e revela precisamente as dificuldades que a SAD verde e branca enfrentou no mercado para conseguir atingir os alvos desejados, acabando mesmo a escolha por recair em elementos que num primeiro e segundo momento não suscitavam interesse desportivo em Alvalade.

Os dirigentes leoninos há muito que procuravam um extremo, como o nosso jornal oportunamente deu conta, identificaram vários alvos e foram sucessivamente, digamos, bater à porta de cada um, eliminando-os à medida que as exigências financeiras impostas pelos jogadores - em alguns casos o próprio interesse desportivo dos mesmos na mudança - e clubes aos quais estavam ou estão vinculados. Nesse contexto, Yannick Bolasie foi colocado como hipótese aos dirigentes leoninos duas vezes no último mês por empresários que habitualmente trabalham com a SAD verde e branca.

A resposta foi sempre a mesma, mas, perante as sucessivas recusas de atletas e clubes em negociar ou concretizar a mudança, os leões avançaram nas últimas 48 horas em que podiam inscrever atletas para o pedido de empréstimo junto do Everton, de Marco Silva. A formação inglesa, que não tinha conseguido colocar o atleta no mercado inglês - depois de uma época em que o extremo internacional congolês esteve cedido ao Aston Villa e Anderlecht -, acedeu ao pedido de empréstimo dos leões, responsabilizando-se por uma fatia importante do vencimento e cobrando uma taxa de cedência reduzida.