Baixa no Sporting para o clássico: luta de Paulinho é jogar em março

Baixa no Sporting para o clássico: luta de Paulinho é jogar em março
Bruno Fernandes

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Problema num tendão da coxa esquerda deixa avançado de fora entre duas a quatro semanas. Clássico de sábado... já era.

A lesão num tendão da coxa esquerda, contraída por Paulinho no treino de sexta-feira, véspera da receção do Sporting ao Portimonense, afastará o ponta de lança da competição por um período nunca inferior a duas semanas e que se pode estender até às quatro.

Os exames complementares realizados pelo camisola 21, reforço de inverno que os leões garantiram junto do Braga, revelaram uma inflamação na zona supracitada, que causa dor e limita, por isso, o futebolista, que nos próximos dias se deve limitar apenas à mitigação dessa mesma dor, avaliada diariamente para perceber quando é que pode iniciar a etapa seguinte. Sem um horizonte totalmente definido, uma coisa parece certa: o internacional português vai falhar o clássico com o FC Porto, agendado para o próximo sábado, no Dragão (20h30).

Num contexto otimista, Paulinho estará disponível em 15 dias, sendo ausência diante dos azuis e brancos e também na receção ao Santa Clara, marcada para 7 de março, no José Alvalade. Só que esta é, e tal como Rúben Amorim lembrou na conferência de Imprensa pós-jogo, uma lesão que o próprio já contraiu e cuja evolução varia de atleta para atleta, não podendo ser resolvida com retoma da marcha competitiva em ginásio, por exemplo, uma vez que pode agravar-se para uma rotura. Ou seja, a Unidade de Performance do Sporting, liderada por João Pedro Araújo, vai optar por um tratamento minucioso, sem arriscar um milímetro a condição física do jogador: assim, baliza-se no fim de semana de 20 e 21 de março, o último antes da paragem para duelos de seleções, o período máximo para o regresso do jogador, que a confirmar-se o tirará de mais dois jogos, a visita a Tondela e ainda o embate em casa com o V. Guimarães.

A luta do ex-Braga será, então, poder voltar a vestir de leão ao peito ainda em março - soma três jogos, um como totalista -, uma vez que depois da paragem o líder do campeonato só regressa em abril, diante do Moreirense.

Tiago Tomás vai à frente, mas também há Jovane
Sem Paulinho, Rúben Amorim terá de reavaliar a estratégia que montou a pensar no camisola 21, um jogador "diferente" dos que tem para a posição, como já assumiu por diversas vezes. Tiago Tomás, que por exemplo foi ponta de lança no dérbi contra o Benfica, para o campeonato, é uma opção natural para o lugar, mas também há Jovane, que esta temporada até já bisou contra o FC Porto, saído do banco, na meia-final da Taça da Liga. Desta vez, já não há Sporar, já no Braga, para completar este leque.