Fórmula Lisandro para Viola

Depois do sucesso na evolução futebolística de Licha, que se tornou num goleador em toda a frente de ataque, moldar e ajudar a potenciar as qualidades do admirador Titín é uma meta para Jesualdo Ferreira

Valentín Viola pode seguir os mesmos passos que o seu ídolo e modelo Lisandro López. Jesualdo Ferreira, que trabalhou durante três anos com o atacante no FC Porto e o converteu num goleador e avançado temível em qualquer posição da linha da frente, pretende pegar no camisola 16 dos leões e dar continuidade à sua formação para torná-lo num jogador mais completo, alargando as suas competências, como outrora fez com Licha.

Carlos Azenha, treinador-adjunto do professor nos portistas, salvaguarda as diferenças entre um nome consagrado como Lisandro e uma promessa como Viola, afirmando que dependerá em grande parte do próprio Titín o sucesso da transformação:

"Lisandro é um jogador diferente. Era acima de tudo um avançado, ou seja, podia jogar em qualquer uma das três posições da frente com mais de 80 por cento de rendimento. Eu dizia que era o melhor avançado em Portugal... não o melhor ponta de lança. Ainda vimos pouco de Viola, mas é difícil ter a capacidade de Lisandro", explicou.

"Quando chegámos ao FC Porto não era opção principal. Desenvolveu-se um trabalho especial no final dos treinos com ele. Era submetido ao treino normal da equipa e depois duas ou três vezes por semana fazia um treino específico de avançado."

Carlos Azenha recorda o papel decisivo do atual jogador do Lyon, que "lutou e estava disponível" para aprender e melhorar. Porém, o facto de Viola não gostar de jogar sozinho na frente, como Jesualdo Ferreira afirmou no final da partida, dificulta o processo.

"Mas parece que Viola não gosta de jogar a 9! É logo uma premissa... não quer ser matador, não quer ter essa responsabilidade de definir, gosta mais de jogar nas costas, mais solto e sem ser alvo de marcação cerrada. Isso faz perder eficácia. Seguramente não é produto acabado e pode melhorar as suas competências. Consegui-lo depende do atleta e de quem trabalha com ele. O que é hoje Lisandro muita gente não pensaria que ele poderia ser", analisou o técnico.

Pode ler mais pormenores sobre esta e outras notícias na edição e-paper ou impressa de O JOGO.