Amorim: duas ausências, a dependência de Pote e um recorde desvalorizado

Amorim: duas ausências, a dependência de Pote e um recorde desvalorizado

Declarações do treinador do Sporting em projeção ao duelo com o Marítimo, agendado para as 19h00 de sexta-feira.

Condição de Gonçalo Inácio/Ausências de Pedro Gonçalves: "É possível que o Pote, até à paragem de seleções, não esteja connosco. Em vez de três jogos, serão seis. O Pote faz-nos falta, está mais animado, mais junto do grupo, foi um pouco ao campo. Há pressa, mas não há pressa [risos]. O Gonçalo Inácio não estará neste jogo, não estará em Dortmund e não sei se estará com o Arouca."

Equipa menos dependente de Pote/Recorde de invencibilidade: "O Pote tem muita influência, pelos que marca, pela atitude que tem, pela forma como preenche espaços. Esses jogadores são muito importantes. A equipa manteve a mesma ideia e comportamento, mas aqui e ali sentiu a falta do Pote ou de outros jogadores influentes no passado. Sobre o recorde [n.d.r.: Amorim pode atingir 27 jogos consecutivos sem perder em casa no campeonato se o Sporting pontuar com o Marítimo], é completamente indiferente. Queremos é ganhar, conquistar títulos, andar lá em cima mas não interessa muito na nossa vida."

Pouco tempo de jogo de Ugarte/Função em campo: "O Ugarte pode fazer a posição ao lado do Palhinha, pode dividir o jogo quando o Palhinha não joga, com o Bragança e o Matheus. O Ugarte demorou muito tempo a chegar, teve covid quando o negócio se estava a concretizar, esteve sem treinar, voltou, apresentou-se muito bem, surpreendeu-nos, mas os outros têm dado pouco espaço. Os colegas têm estado muito bem. Foi à seleção, esteve ausente do trabalho e isso tudo condiciona. Ele está preparado para ser opção, mas está difícil para tirar o Palhinha. Há fases em que os jogadores podem ocupar a titularidade, entrar em campo e o Ugarte tem que estar preparado para isso."

Jogo mais pensado: "O Estoril tinha uma linha de quatro defesas, baixava o Gamboa no meio, o Chiquinho e é difícil lá entrar. O Bragança é um jogador que descobre espaços que outros não veem, mas não foi aquele caso. Houve bolas em que o Seba fez de médio centro. Não há espaço para ninguém. Em Famalicão, quando ele entrou, notou-se muita diferença, no Estoril não. A equipa percebeu o que tinha que fazer. O Bragança é um jogador muito útil, muito importante, grande jogador e com características únicas. Poderemos mudar, não sei. Já falei sobre a derrota do Ajax, em termos de pressão e encaixe com os defesas. Isto faz-nos pensar, a equipa técnica está a crescer, tem pouca experiência. O Bragança dá muita qualidade, mas o Matheus e o Palhinha não perderam bolas. A equipa portou-se muito bem, mas não havia espaço. Linha de cinco mais um era impossível."