A mensagem da Torcida Verde: "A horda de acéfalos não será composta por adeptos de futebol"

A mensagem da Torcida Verde: "A horda de acéfalos não será composta por adeptos de futebol"

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Um grupo de elementos, alegadamente com ligações à claque do Benfica, Diabos Vermelhos, foi na segunda-feira responsável por um ataque que visou membros da claque do Sporting, Torcida Verde, em Alvalade.

A claque de apoio ao Sporting, Torcida Verde, recorreu esta terça-feira às redes sociais para reagir ao ataque sofrido na quinta-feira, que terá tido como responsável um grupo de elementos, alegadamente com ligações à claque do Benfica, Diabos Vermelhos.

A Torcida Verde descreve pormenorizadamente os acontecimentos e diz não poder "afirmar tratarem-se de adeptos de qualquer clube desportivo, até porque se apresentaram heroicamente travestidos, como forma de se camuflarem".

"Seguramente uma manifestação de infinita coragem. É nossa convicção, que essa horda de acéfalos não será composta por adeptos de futebol, nem tão pouco "ultras". Quando muito, usam como pretexto a "paixão clubística" e o rótulo "ultras" como uma marca de "Wear street" para expiarem suas patológicas frustrações, claramente no campo da psicopatia. Jamais iremos confundir a suprarreferida horda boçal com os verdadeiros adeptos do presumível clube onde se escondem para exibir uma clamorosa impunidade que expõe quão doente se encontra esta nossa sociedade", pode ler-se.

Veja a mensagem na íntegra:

"No dia do tributo aos que caíram pela pandemia, a infâmia desceu à rua...

"Aos que partiram e nos deixaram a saudade como companheira" foi a frase de tributo aos adeptos, de todas as cores que caíram, vitimados pela pandemia que, na Torcida Verde autoproduzimos nos últimos meses.

O dia do desconfinamento, foi o momento escolhido para gravarmos um vídeo que planejamos apresentar no próximo dia do Leão, a 7 de maio.

Dessa forma, no último dia 3 de maio, nas imediações do EJA, implementámos o planeado vídeo, plasmado numa mega bandeira com 53 m/8m. Uma acção que decorreu durante várias horas.

Após concluída a acção e quando muitos dos nossos militantes, participantes na iniciativa haviam desmobilizado, restando um restrito grupo com a tarefa de acondicionar o materiais e fazer a habitual limpeza do espaço contíguo à nossa sede; uma horda de criaturas desenfreadas irrompe de dois automóveis e um motociclo.

Envolvidos na recolha dos materiais, a presença fulminante daquela horda de camuflados e de seus zurros de ódio, no imediato não surtiu qualquer reacção em nós, de tão grotesca e inaudita.

O que se seguiu é impublicável, tal a sua infame natureza.

Não escondemos que poderia ter ocorrido uma ou diversas fatalidades.

A Torcida Verde, em circunstância alguma irá contribuir para alimentar o discurso de ódio que, de forma transversal capturou a sociedade portuguesa e o "futebol" em particular.

Caso contrário, estaríamos a alimentar o fenómeno que enfrentámos no dia 3 de maio 2021.

Da horda boçal que emboscou os nossos militantes, não podemos afirmar tratarem-se de adeptos de qualquer clube desportivo, até porque se apresentaram heroicamente travestidos, como forma de se camuflarem.

Seguramente uma manifestação de infinita coragem.

É nossa convicção, que essa horda de acéfalos não será composta por adeptos de futebol, nem tão pouco "ultras".

Quando muito, usam como pretexto a "paixão clubística" e o rótulo "ultras" como uma marca de "Wear street" para expiarem suas patológicas frustrações, claramente no campo da psicopatia.

Jamais iremos confundir a suprarreferida horda boçal com os verdadeiros adeptos do presumível clube onde se escondem para exibir uma clamorosa impunidade que expõe quão doente se encontra esta nossa sociedade.

Vivemos num contexto de pandemia, no qual mais de 3 milhões de seres humanos perderam a vida, outros contraíram sequelas permanentes, outros ainda viram suas condições de vida destruídas.

Quando pensamos que, esse deveria ser o foco de qualquer terráqueo com mais que um neurónio, percebemos que alguns, persistem em viver numa realidade onde a consciência humana se eclipsou, permitindo-nos evocar uma nossa faixa de 2016, censurada num jogo da "UEFA" vejo humanos, não vejo humanidade".

Em 2016 a frase tinha como alvo a UEFA e os tentáculos do futebol negócio.

Por outro lado, a acção de hordas daquela natureza "sanciona" o aparecimento da figura cínica do Cartão do Adepto, como resposta do Sistema, perante o "alarme social " ampliado pelos media e pelas redes sociais.

São estas hordas, os maiores aliados do futuro CARTÃO do ADEPTO, e para as quais a única lei que veneram é a lei da selva, desde que a táctica da matilha lhes guarde as bossas.

Enquanto isso, os donos da bola, os agentes dos jogadores, os comissionistas, os fundos, a lavagem de milhões, seguem impunes, potenciando-se com o discurso de ódio repetido à exaustão, e ao qual estas hordas se agarram desesperadamente como forma de mobilizar as tropas.

Sem querer minimizar a acção pseudo belicista da horda, corajosamente escondida na sua sofisticadíssima camuflagem, temos a consciência plena de se tratar de meros idiotas úteis, lacaios com trela, telecomandados por um qualquer guru fundamentalista comodamente instalado no conforto de um dos veículos participantes naquela heroica acção, enquanto seus discípulos mostravam serviço.

Para esses eternos candidatos a "rambos do novo milénio", uns dias correm-lhes na perfeição, outros... nem por isso.

Terão sido seduzidos, conscientemente para uma aventura, qual ritual de iniciação tribal perante seus donos como forma de afirmação dentro da pandilha.

Um bizarro elevador social no qual a caça em matilha exige a "conquista" de troféus de caça para poderem exibir no admirável mundo virtual, onde imaginam poder continuar escondidos no anonimato de falsos perfis, vegetando e chafurdando em seus ódios e frustrações.

Enquanto isso, no seu miserável quotidiano real, no qual vão acumulando frustrações, ódios que canalizam para acções do teor da ocorrida no dia e maio 2021.

Em horda, podem experimentar uma catarse, na qual vivenciando tal estado serão por umas horas o umbigo do seu insignificante mundo povoado por fantasmas e medos.

Por outro lado, há que destacar a "sofisticação " e o" planeamento" de tal "operação" na qual foram mobilizados "batedores de reconhecimento do terreno", serviços de informações, e por aí fora capazes de fazer corar muitos dos saudosistas da PIDE ou da GESTAPO.

Por isso, reafirmamos: a horda acéfala não era composta de adeptos, nem tão pouco de ultras.

Ultras no espiam outros adeptos.

Ultras não armadilham outros adeptos.

Ultras não se travestem nem se escondem em indumentárias por mais "fashion" que sejam.

Esta é o momento para resgatar uma mítica frase da Torcida Verde:

Os valores e os ideais distinguem os ultras dos animais!

O dia 3 Maio, esse jamais o poderemos, nem tão pouco o queremos esquecer, e menos ainda contribuir para o seu branqueamento.

Resistir é vencer, doa a quem doer!"